Posts

, , ,

Como o diabetes compromete a fertilidade

O sistema reprodutivo de homens e mulheres tem uma engenharia maravilhosa. Mas, para funcionar bem, depende de um equilíbrio entre a mensagem hormonal e a performance dos órgãos reprodutores.

Doenças crônicas, como o diabetes, podem impactar o bom funcionamento e resultar em dificuldade para gerar um bebê.

 O diabetes tipo 2 geralmente está associado a obesidade e resistência à insulina. Essas duas condições podem causar deficiência hormonal na mulher, assim como ciclo menstrual irregular e infertilidade. Já o diabetes tipo 1, que normalmente acomete pacientes jovens, ocorre quando as células no pâncreas que produzem insulina são destruídas por anticorpos.

Esse processo também pode se estender a outros órgãos endócrinos, incluindo os ovários, e impossibilitar a gravidez.

Diabetes

De acordo com a doutora Silvana Chedid, especialista em Reprodução Humana e diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva, as mulheres que não mantêm o diabetes bem controlado nas primeiras semanas de gravidez têm entre duas e quatro vezes mais chances de gerar uma criança com defeitos, estão mais sujeitas a hemorragias e partos prematuros.

Mas, não é só a mulher que enfrenta problemas em relação à sua fertilidade. Os homens também são afetados pela doença. “Testes de DNA com espermatozóides de pacientes diabéticos demonstram maior quantidade de material defeituoso, que pode provocar a infertilidade masculina, problemas de gestação e abortos espontâneos, principalmente quando o paciente não sabe que está diabético”, diz a doutora Silvana.

Segundo a médica, o aumento da doença no Brasil tem preocupado os especialistas. “O diabético costuma apresentar uma significante redução no volume de sêmen. Em cada seis casais em que um dos cônjuges é portador de diabetes tipo 2, pelo menos um precisa recorrer a um especialista para engravidar. Sem mencionar outros fatores que podem contribuir negativamente, como o consumo de álcool e fumo”.

,

Dra. Silvana Chedid

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1986), fez Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da mesma faculdade (1987-89).

Especializou-se em Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica no Centro de Medicina Reprodutiva da Universidade Livre de Bruxelas na Bélgica (1990-92). Lá, participou do grupo que desenvolveu a técnica de ICSI (Intracytoplasmic Sperm Injection ou Injeção intracitoplasmática de Espermatozóide) que revolucionou os tratamentos de Reprodução Assistida, introduzindo a técnica no Brasil quando de sua volta em 1992.

Defendeu tese de doutorado na Faculdade de Medicina da USP sobre Fertilização “in vitro” (1996). Escreveu vários artigos em revistas científicas nacionais e estrangeiras. Em 1998 publicou o livro “Infertilidade” e em 2015 publicou o livro “A Mágica dos Gêmeos e Trigêmeos”.

Por 15 anos dirigiu o CEPERH (Centro de Endoscopia Pélvica e Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo).
Desde 2002 dirige a Clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva. Em 2012 concretizou parceria com o IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade).
Participa de vários projetos de pesquisa sobre a infertilidade conjugal. Sua principal área de pesquisa atualmente é no Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP onde estuda as influências da poluição sobre a fertilidade feminina.

É membro das Sociedades Americana e Européia de Reprodução Humana. É membro também da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, sendo palestrante convidada nos principais eventos científicos na área.

chedid@chedidgrieco.com.br

chedidsilvana@gmail.com