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Estresse e Infertilidade

A inter-relação entre estresse e fertilidade vem sendo sugerida por dados da literatura científica há algum tempo. Esta semana foi publicada uma pesquisa na revista médica Human Reproduction que encaminha uma resposta para esta questão. O objetivo do estudo foi avaliar esta possível associação utilizando um marcador de estresse em mulheres: a enzima alfa-amilase, coletada da saliva de mulheres que estavam tentando engravidar. O fato desta enzima aumentar nas situações de estresse, e poder ser detectada na saliva, torna-a ideal para uso em estudos. Além disso, trabalhos recentes sugerem que os estresses psicológicos produzem um aumento mais pronunciado na alfa-amilase salivar, quando comparado com os estresses físicos.

As mulheres coletaram saliva para a dosagem do biomarcador por duas vezes. A primeira, quando o estudo iniciou e a segunda, no primeiro ciclo menstrual do período do estudo. Os casais foram acompanhados por 12 meses para observar se houve concepção. Os pesquisadores encontraram que as mulheres com a maior concentração da alfa-amilase na saliva tiveram uma probabilidade 29% menor de engravidar, quando comparadas com as mulheres com a menor concentração da enzima. Esta redução de fecundidade, representa um risco 2 vezes maior de infertilidade entre essas mulheres.

O mecanismo exato pelo qual o estresse afetaria a fecundidade não ficou esclarecido pelo trabalho.

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Dormir mal afeta a fertilidade masculina

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Medical Science Monitor, a forma como você dorme e a duração do sono, não apenas afetam o seu relacionamento, mas também têm uma influência sobre a sua fertilidade.

Os homens que dormem menos de seis horas por noite, que vão dormir após a meia-noite, ou que dormem mais de nove horas todos os dias, têm uma probabilidade maior de apresentar um esperma de baixa qualidade.

Esse estudo mostrou que esses homens apresentaram reduções significativas na contagem e mobilidade dos espermatozoides e taxas de sobrevivência mais baixas. Os pesquisadores analisaram também a produção de anticorpos anti espermatozóides no sêmen e encontraram uma presença muito maior desses anticorpos nos homens que não dormiram o suficiente. Estes anticorpos surgem naturalmente e podem causar problemas de fertilidade.

Não pense que você pode “colocar as coisas no lugar” dormindo durante o final de semana inteiro, pois os homens que dormiram mais de nove horas de sono também apresentaram uma redução na saúde geral de seus espermatozoides.

Novos estudos são necessários para entender as possíveis explicações e avaliar se a qualidade do esperma melhora, após intervenções para restaurar os padrões de sono. Nos casos em que for necessário, precisamos alertar os homens para que melhorem seu estilo de vida e possam proteger a sua fertilidade.

 

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Tabagismo também é responsável por causar infertilidade

No Dia Mundial de Combate ao Fumo, população deve ser alertada a respeito dos efeitos nocivos do cigarro ao aparelho reprodutor, tanto do homem quanto da mulher

No próximo dia 31 de Maio é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Todos os fumantes sabem – ou deveriam saber – que o cigarro contém mais de 4000 componentes químicos, incluindo 43 carcinogênicos (que podem causar câncer). As pessoas em geral também têm consciência de que ele é responsável por diversos danos à saúde, principalmente por causar câncer no pulmão e doenças respiratórias. Já, quando se trata dos efeitos causados à fertilidade, muitos não sabem das consequências que o hábito de fumar traz aos casais que desejam ter filhos. Estudos recentes na área comprovam, por exemplo, que 13% da infertilidade feminina está relacionada ao tabagismo.

De acordo com Dra Silvana Chedid há diversas complicações que podem resultar em pacientes inférteis e que estão relacionadas ao tabagismo:

  • Nas mulheres: o cigarro é responsável por mudanças no ciclo reprodutivo, por alterações hormonais, por diminuir a reserva ovariana, pela diminuição das taxas de sucesso em tratamento de reprodução assistida e, ainda, pode ser prejudicial durante toda a gestação.
  • Nos homens: o fumo altera os sistemas de defesa dos espermatozoides contra oxidação, além de poder modificar parâmetros avaliados em espermogramas.

“O cigarro também tem um papel mutagênico, ou seja, é capaz de realizar mutações tanto no óvulo como no espermatozoide”, afirma Dra. Silvana Chedid.

O tabagismo está também ligado à perda gestacional, tanto em gravidez espontânea quanto na concepção após ciclos assistidos [procedimentos que são necessários em um tratamento de reprodução assistida]. Mulheres que fumam mais de 20 cigarros por dia têm quase quatro vezes mais chances de terem uma gravidez ectópica – que ocorre fora da cavidade uterina.

Outras pesquisas demonstram que os homens fumantes também podem ser bastante afetados: “é possível que haja redução na densidade, mobilidade e, até mesmo, na morfologia dos espermatozoides”, explica a doutora.

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Casais Sorodiscordantes

 

Sabemos que o vírus do HIV tem alta prevalência em casais em idade reprodutiva e muitos desses casais são soro discordantes, ou seja, um deles é portador do vírus e ou outro não. Nesses casos, para terem seus filhos livres de contaminação pelo vírus, esses casais precisarão de auxílio e tratamento.

No caso da mulher, o tratamento deverá ser feito associado ao uso de um antirretroviral durante toda a gestação. Já quando o homem é soropositivo, é possível lançar mão de tecnologias de lavagem e preparo do sêmen que separam os espermatozoides do vírus, esclarece a Dra Silvana Chedid, diretora da clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva

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Embrioscopia

A embrioscopia, é um procedimento que possibilita a identificação dos melhores embriões, aqueles com maior probabilidade de implantação.

A técnica consiste no uso de uma incubadora, conhecida como embrioscópio, que foi desenvolvida com base nas incubadoras convencionais já utilizadas nos laboratórios de fertilização in vitro e que integra um sistema de captura de imagens que possibilita o acesso a informações detalhadas e objetivas a respeito de cada embrião. “Esse equipamento nos permite observar o embrião minuto a minuto, desde o momento da fecundação in vitro até a transferência ao útero – o que, antigamente, era impossível de se imaginar”, comenta a Dra. Silvana Chedid.

De acordo com a doutora, esta tecnologia é aplicável a qualquer tipo de paciente submetida a um tratamento de reprodução assistida, mas os resultados dependerão da quantidade de embriões gerados pela paciente. De acordo com a quantidade, a possibilidade de seleção pode ser maior ou menor.