Posts

, , ,

Microcirurgia reprodutiva

Laqueadura ou ligadura tubária é um método anticoncepcional (método para prevenir a gestação) no qual as tubas (ou trompas) são cirurgicamente amarradas, cortadas ou queimadas para prevenir a passagem dos óvulos dos ovários para o útero.

Reanastomose tubária ou reversão de laqueadura tubária é uma cirurgia na qual se retira a parte danificada das trompas, desobstruindo a passagem no interior das trompas e restabelecendo com isto a fertilidade da paciente.

Esta cirurgia pode ser uma opção para as mulheres que, por várias razões, desejam engravidar novamente após serem submetidas a laqueadura tubária.

Qual a chance de sucesso?

O sucesso desta cirurgia depende de vários fatores:

– O comprimento e a vitalidade dos segmentos de trompas a serem unidos;
– A habilidade do micro-cirurgião (cirurgião com experiência em micro-cirurgia);
– A idade da mulher no momento da cirurgia para reversão;
– O método utilizado para laqueadura tubária;
– Quantidade de tecido de cicatrização na região da cirurgia;
– Qualidade do espermograma do parceiro e presença de outros fatores de infertilidade.

A obtenção de permeabilidade tubária, ou seja, desobstrução das trompas gira em torno de 70% a 80%. Entretanto, nem todas estas mulheres conseguem engravidar, pois o funcionamento das trompas pode não estar adequado ou podem existir outros fatores que dificultem a gestação. As taxas de gestação após reanastomose tubária são de 50 a 60%.

O que a cirurgia envolve?

Esta cirurgia pode ser realizada por laparotomia (cirurgia tradicional com um corte transversal logo abaixo da linha dos pêlos pubianos, semelhante ao de uma cesárea) ou por laparoscopia. Geralmente, é realizada dentro de 2 a 3 horas, com anestesia geral. Mesmo quando se opta pela cirurgia tradicional, é realizada uma laparoscopia antes da cirurgia para avaliar a possibilidade de realização da reanastomose. Se for possível, pode-se usar um microscópio ou lupa para melhor visualização no momento de conectar as pequenas partes das trompas. São usados fios extremamente delicados para unir estas partes.
Normalmente a paciente pode ir para casa após um ou dois dias de internação. Após a cirurgia, o médico vai prescrever medicação para dor e outras instruções específicas de acordo com a necessidade. A maioria das pacientes retorna às suas atividades normais dentro de 2 semanas.

Quais são os riscos?

Os riscos são raros, mas como em qualquer cirurgia, incluem um potencial risco de complicações anestésicas e infecção. Após uma reversão de laqueadura tubária, o risco de uma gestação ectópica (gestação que ocorre na própria trompa) aumenta em cinco vezes, atingindo taxas de até 5% dosa casos.

Você é candidata para esta cirurgia (Reversão de laqueadura tubária)?

Você é candidata a cirurgia se não existir nenhuma contra-indicação médica para sua gestação, se as condições de sua trompa forem adequadas para serem unidas e o espermograma do marido (parceiro) for normal. Lembre-se de que as chances de sucesso diminuem com o passar da idade.

O que é necessário antes da cirurgia?

História médica e exame físico;
Espermograma do marido (parceiro);
Histerosalpingografia (Raio-X que mostra o útero e trompas).
Podem se requisitados exames adicionais conforme cada caso em especial

, ,

FALTA DE RELAÇÃO ESTÁVEL E CARREIRA MOTIVAM MULHERES A PRESERVAR A FERTILIDADE

A partir dos 40 anos as possibilidades de engravidar com óvulos próprios são inferiores a 5%.
Mulheres que ainda não encontraram o parceiro ideal para ter filhos ou estão em um momento difícil para engravidar, cada vez mais têm investido em congelar seus óvulos.
Esta iniciativa, que pode ser considerada uma prevenção para uma possível perda da fertilidade, ajuda também a reduzir a pressão de ter que engravidar o mais rápido possível.
O congelamento de óvulos, também conhecido como vitrificação, utiliza nitrogênio líquido para conservar os óvulos a uma temperatura de -196º depois de tratá-los com uma substância crioprotetora. A técnica era principalmente utilizada por motivos médicos, por exemplo, antes do tratamento contra o câncer, que afeta a fertilidade. Atualmente mulheres que por motivos diversos terão que postergar o plano de gravidez tem procurado a preservação de seus óvulos.  “Hoje em dia os resultados da vitrificação tanto em termos de sobrevivência de óvulos, quanto em chances de gravidez através de tratamento de reprodução humana assistida são equivalentes”, explica Dra. Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora da Chedid Grieco Medicina Reprodutiva. “Vários estudos têm comprovado que os óvulos congelados e os óvulos frescos possuem o mesmo potencial de sucesso na Fertilização In Vitro”, conclui a Dra Silvana.