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Proteína vegetal evita menopausa precoce

Uma pesquisa da Universidade de Massachusetts e da Faculdade de Saúde Pública Harvard com dados de 85,6 mil mulheres, mostra que a ingestão diária de três a quatro porções de proteínas vegetais como feijão e pão preto reduz em 16% o risco de menopausa precoce, ou seja, antes dos 45 anos.

Embora menos prejudicial do que a menopausa que ocorre antes dos 30 anos, a que surge entre os 40 e 45 anos tem consequências como aumento do risco cardiovascular e de osteoporose, entre outros. Sem contar, claro, com a infertilidade

Última etapa do ciclo reprodutivo, a menopausa é esperada por volta dos 52 anos, embora possa acontecer, naturalmente, um pouco antes. Contudo, quando o fim do período fértil anuncia-se entre 40 e 45 anos, considera-se que a mulher entrou precocemente nessa fase. As causas são desconhecidas, mas se sugere que fatores ambientais, de estilo de vida e genéticos estejam por trás de um problema que afeta de 5% a 10% do mundo ocidental.
As mais de 85 mil mulheres foram acompanhadas ao longo de 11 anos, com questionários frequentes nos quais deviam informar hábitos alimentares e se já haviam entrado na menopausa. Depois de ajustar os fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo e índice de massa corporal, as cientistas descobriram que as que consumiam 6,5% das calorias diárias de proteína vegetal tinham 16% menos risco de entrar precocemente na menopausa do que aquelas cuja ingestão desse nutriente chegava ao máximo a 3,9% das calorias.

Os autores explicam que a literatura científica evidencia que um consumo elevado de proteína vegetal, em animais, está relacionado ao retardo da menopausa. Em uma dessas pesquisas, 61 fêmeas de macacos receberam uma dieta rica em proteína animal (caseína e albumina) ou vegetal (soja com isoflavonas). Depois de 32 meses de tratamento, os ovários daquelas que consumiram a soja tinham significativamente mais folículos que os das demais.

Investigações prévias com humanos também sugerem essa associação. Um estudo conduzido com 1.130 japonesas de 35 a 54 anos indicou que a ingestão de vegetais estava inversamente associada à incidência da menopausa ao longo de seis anos de acompanhamento. Essa foi a mesma constatação de uma pesquisa alemã realizada com 5,5 mil mulheres. Um outro estudo sobre composição dietética e infertilidade realizado nos Estados Unidos com mais de 1 mil participantes mostrou que aquelas com consumo excessivo de proteína animal tinham mais risco de se tornarem inférteis antes do tempo, enquanto que a substituição de 5% desse nutriente pelo de origem vegetal reduzia a chance em 50%.

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Pais mais velhos tendem a ter filhos ‘mais nerds’

Homens que se tornam pais mais tarde têm chance maior de ter um filho com traços típicos –e positivos– de “nerds” e “geeks”, diz um estudo recém-publicado no Reino Unido.

Esses meninos se tornam mais espertos, focados e menos preocupados em se enturmar, de acordo com artigo publicado por pesquisadores da Universidade King’s College de Londres no periódico “Translational Psychiatry”.

Curiosamente, a idade da mãe não teve impacto nos resultados, os quais parecem ser relevantes apenas para filhos do sexo masculino.

As descobertas estão entre as raras notícias positivas relacionadas a gestações tardias, comumente associadas à maior incidência de problemas genéticos, autismo e esquizofrenia.

nerds

Os pesquisadores analisaram resultados de testes feitos com 12 mil gêmeos britânicos de um amplo estudo que acompanha seu desenvolvimento –infância e adolescência– desde 1994, para entender quais fatores contribuem para a construção de sua individualidade.

“Nossa hipótese é de que QI alto, foco no assunto de interesse e algum grau de introspecção social provavelmente são benéficos em uma economia movida pelo conhecimento”, diz o artigo científico. Os que tiveram altas pontuações no ranking “geek” acabaram se saindo melhor na escola, sobretudo em temas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

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Microcirurgia reprodutiva

Laqueadura ou ligadura tubária é um método anticoncepcional (método para prevenir a gestação) no qual as tubas (ou trompas) são cirurgicamente amarradas, cortadas ou queimadas para prevenir a passagem dos óvulos dos ovários para o útero.

Reanastomose tubária ou reversão de laqueadura tubária é uma cirurgia na qual se retira a parte danificada das trompas, desobstruindo a passagem no interior das trompas e restabelecendo com isto a fertilidade da paciente.

Esta cirurgia pode ser uma opção para as mulheres que, por várias razões, desejam engravidar novamente após serem submetidas a laqueadura tubária.

Qual a chance de sucesso?

O sucesso desta cirurgia depende de vários fatores:

– O comprimento e a vitalidade dos segmentos de trompas a serem unidos;
– A habilidade do micro-cirurgião (cirurgião com experiência em micro-cirurgia);
– A idade da mulher no momento da cirurgia para reversão;
– O método utilizado para laqueadura tubária;
– Quantidade de tecido de cicatrização na região da cirurgia;
– Qualidade do espermograma do parceiro e presença de outros fatores de infertilidade.

A obtenção de permeabilidade tubária, ou seja, desobstrução das trompas gira em torno de 70% a 80%. Entretanto, nem todas estas mulheres conseguem engravidar, pois o funcionamento das trompas pode não estar adequado ou podem existir outros fatores que dificultem a gestação. As taxas de gestação após reanastomose tubária são de 50 a 60%.

O que a cirurgia envolve?

Esta cirurgia pode ser realizada por laparotomia (cirurgia tradicional com um corte transversal logo abaixo da linha dos pêlos pubianos, semelhante ao de uma cesárea) ou por laparoscopia. Geralmente, é realizada dentro de 2 a 3 horas, com anestesia geral. Mesmo quando se opta pela cirurgia tradicional, é realizada uma laparoscopia antes da cirurgia para avaliar a possibilidade de realização da reanastomose. Se for possível, pode-se usar um microscópio ou lupa para melhor visualização no momento de conectar as pequenas partes das trompas. São usados fios extremamente delicados para unir estas partes.
Normalmente a paciente pode ir para casa após um ou dois dias de internação. Após a cirurgia, o médico vai prescrever medicação para dor e outras instruções específicas de acordo com a necessidade. A maioria das pacientes retorna às suas atividades normais dentro de 2 semanas.

Quais são os riscos?

Os riscos são raros, mas como em qualquer cirurgia, incluem um potencial risco de complicações anestésicas e infecção. Após uma reversão de laqueadura tubária, o risco de uma gestação ectópica (gestação que ocorre na própria trompa) aumenta em cinco vezes, atingindo taxas de até 5% dosa casos.

Você é candidata para esta cirurgia (Reversão de laqueadura tubária)?

Você é candidata a cirurgia se não existir nenhuma contra-indicação médica para sua gestação, se as condições de sua trompa forem adequadas para serem unidas e o espermograma do marido (parceiro) for normal. Lembre-se de que as chances de sucesso diminuem com o passar da idade.

O que é necessário antes da cirurgia?

História médica e exame físico;
Espermograma do marido (parceiro);
Histerosalpingografia (Raio-X que mostra o útero e trompas).
Podem se requisitados exames adicionais conforme cada caso em especial

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FALTA DE RELAÇÃO ESTÁVEL E CARREIRA MOTIVAM MULHERES A PRESERVAR A FERTILIDADE

A partir dos 40 anos as possibilidades de engravidar com óvulos próprios são inferiores a 5%.
Mulheres que ainda não encontraram o parceiro ideal para ter filhos ou estão em um momento difícil para engravidar, cada vez mais têm investido em congelar seus óvulos.
Esta iniciativa, que pode ser considerada uma prevenção para uma possível perda da fertilidade, ajuda também a reduzir a pressão de ter que engravidar o mais rápido possível.
O congelamento de óvulos, também conhecido como vitrificação, utiliza nitrogênio líquido para conservar os óvulos a uma temperatura de -196º depois de tratá-los com uma substância crioprotetora. A técnica era principalmente utilizada por motivos médicos, por exemplo, antes do tratamento contra o câncer, que afeta a fertilidade. Atualmente mulheres que por motivos diversos terão que postergar o plano de gravidez tem procurado a preservação de seus óvulos.  “Hoje em dia os resultados da vitrificação tanto em termos de sobrevivência de óvulos, quanto em chances de gravidez através de tratamento de reprodução humana assistida são equivalentes”, explica Dra. Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora da Chedid Grieco Medicina Reprodutiva. “Vários estudos têm comprovado que os óvulos congelados e os óvulos frescos possuem o mesmo potencial de sucesso na Fertilização In Vitro”, conclui a Dra Silvana.

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Endocrinologia e Reprodução Humana

Endocrinologia e Reprodução Humana: Parentes Próximas

A Endocrinologia é a área da Medicina que estuda o funcionamento das glândulas, órgãos do nosso corpo que produzem hormônios, substâncias liberadas na corrente sanguínea para agir em outros órgãos regulando o funcionamento deles.

Endocrinologia: Veja algumas alterações no funcionamento de glândulas que podem afetar a fertilidade.

–  Falha na produção do LH e FSH, hormônios da hipófise que estimulam os ovários.
–  Aumento ou diminuição do funcionamento da tireóide ( hiper e hipotireoidismo respectivamente ), glândula localizada no pescoço que regula o metabolismo em geral.

Alterações do peso corporal também interferem na fertilidade: mulheres excessivamente magras (anorexia) não ovulam, pois nesta situação o organismo começa a poupar energia e a ovulação passa a ser considerada como uma função supérflua. A obesidade, por mecanismo não totalmente conhecido, também leva a irregularidade menstrual e anovulação.

Portanto, é fundamental que seja feita uma avaliação endocrinológica em toda mulher que necessita de tratamento para engravidar.