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Dormir mal afeta a fertilidade masculina

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Medical Science Monitor, a forma como você dorme e a duração do sono, não apenas afetam o seu relacionamento, mas também têm uma influência sobre a sua fertilidade.

Os homens que dormem menos de seis horas por noite, que vão dormir após a meia-noite, ou que dormem mais de nove horas todos os dias, têm uma probabilidade maior de apresentar um esperma de baixa qualidade.

Esse estudo mostrou que esses homens apresentaram reduções significativas na contagem e mobilidade dos espermatozoides e taxas de sobrevivência mais baixas. Os pesquisadores analisaram também a produção de anticorpos anti espermatozóides no sêmen e encontraram uma presença muito maior desses anticorpos nos homens que não dormiram o suficiente. Estes anticorpos surgem naturalmente e podem causar problemas de fertilidade.

Não pense que você pode “colocar as coisas no lugar” dormindo durante o final de semana inteiro, pois os homens que dormiram mais de nove horas de sono também apresentaram uma redução na saúde geral de seus espermatozoides.

Novos estudos são necessários para entender as possíveis explicações e avaliar se a qualidade do esperma melhora, após intervenções para restaurar os padrões de sono. Nos casos em que for necessário, precisamos alertar os homens para que melhorem seu estilo de vida e possam proteger a sua fertilidade.

 

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Cientistas dos EUA criam teste caseiro para verificar fertilidade

Cientistas americanos desenvolveram um dispositivo para smartphones capaz de analisar a qualidade do esperma e saber, em questão de minutos, se o homem é infértil. A descoberta foi divulgada nesta quarta-feira, 22/3/2017.

A infertilidade afeta mais de 45 milhões de casais em todo o mundo. Mais de 40% dos problemas de fertilidade se devem à má qualidade do esperma. Essa nova tecnologia, apresentada na revista Science Translational Medicine, tem como objetivo que seja mais fácil e mais barato para os homens testar seu esperma em casa. O aparelho detectou amostras anormais com uma precisão de 98%, tomando como referência parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a concentração de espermatozoides e sua mobilidade.

“Queríamos alcançar uma fórmula para fazer testes de infertilidade que sejam tão simples e acessíveis como os testes de gravidez que se fazem em casa”, disse um dos autores do trabalho, Hadi Shafiee, médico da divisão de Engenharia Médica do Hospital Brigham and Women’s. “Os homens têm de coletar suas amostras de sêmen em quartos de hospital, uma situação que frequentemente gera estresse, vergonha, pessimismo e decepção”, explicou.

O novo teste pode analisar uma amostra em menos de cinco segundo, de acordo com Shafiee. Funciona usando um acessório ótico que se conecta ao celular e um dispositivo descartável para colocar o esperma.

Os pesquisadores testaram o dispositivo usando 350 amostras de sêmen no Centro de Fertilidade do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. O custo dos materiais usados é de U$ 4,45. “A capacidade de levar um dispositivo de diagnóstico imediato de amostras de esperma ao consumidor, com serviços de saúde com recursos limitados, é uma verdadeira mudança nas regras do jogo”, disse John Petrozza, outro dos autores do estudo e diretor da MGH Fertility Center.

O dispositivo ainda não está disponível para o público. Continua na fase de protótipo enquanto os cientistas pretendem fazer testes extras antes de solicitar aprovação à FDA – agência americana que regulamenta fármacos e alimentos.

Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo – SP (23/03/2017)