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Casais Sorodiscordantes

 

Sabemos que o vírus do HIV tem alta prevalência em casais em idade reprodutiva e muitos desses casais são soro discordantes, ou seja, um deles é portador do vírus e ou outro não. Nesses casos, para terem seus filhos livres de contaminação pelo vírus, esses casais precisarão de auxílio e tratamento.

No caso da mulher, o tratamento deverá ser feito associado ao uso de um antirretroviral durante toda a gestação. Já quando o homem é soropositivo, é possível lançar mão de tecnologias de lavagem e preparo do sêmen que separam os espermatozoides do vírus, esclarece a Dra Silvana Chedid, diretora da clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva

MODELO 3D PODE REVOLUCIONAR A MEDICINA REPRODUTIVA

Os cientistas da Northwestern University usaram culturas de tecido

para criar um modelo 3D em miniatura do trato reprodutivo feminino:
ovários, trompas e útero conectados para imitar as funções de um ciclo
menstrual de 28 dias. Essa simulação descrita em uma pesquisa
publicada na Nature Communications, está envolta em plástico e é
formada, essencialmente, por células menstruais em uma placa de petri.

Esse estudo foi parte de um esforço mais amplo liderado pelo National
Institute of Health para recriar o corpo humano inteiro em um “chip”.
Em 2014, o NIH forneceu US$ 17 milhões para organizações fazerem
pesquisa com chips de tecidos. Cada vez mais, companhias de
medicamentos estão usando os chips de tecido para testar novas drogas.
Ao replicar muitas das funções dos órgãos humanos em miniatura, em
microchips, os cientistas podem, em teoria, observar mais precisamente
o que acontece nesses órgãos quando expostos a diferentes drogas e
condições ambientais. A curto prazo, pode nos permitir entender muito
sobre a variabilidade do corpo de cada pessoa.
A longo prazo, é um passo em direção à medicina individualizada.

Pequenos tubos são revestidos de células retiradas do órgão em questão
e organizados dentro do chip para imitar algumas das funções-chave
daqueles órgãos. Quando nutrientes, drogas, bactérias ou outros
materiais de teste correm através dos tubos do chip, os cientistas
conseguem observar atentamente como processos celulares específicos
respondem. Em 2015, por exemplo, cientistas da Universidade Estadual
de Michigan usaram um chip para modelar como células endócrinas
secretam hormônios na corrente sanguínea para testar um remédio de
diabetes.

A menstruação em placa de petri, chamada Evatar, parece um conjunto de
cubos ligados por tubos que circulam o fluido entre eles.
Folículos de ovário criados em cultura produziram os hormônios nesse
sistema sintético para regular as funções do tecido. O nosso corpo é
composto de muitas células diferentes, e todas essas células estão se
comunicando. Os cientistas estão basicamente modelando isso para criar
modelos de várias doenças reprodutivas humanas para melhor estudá-las.
Pode também permitir estudar diferenças entre indivíduos no nível
funcional, um dia levando a terapias personalizadas.

Por que, por exemplo, uma combinação de drogas resulta em uma
fertilização in vitro com sucesso para uma mulher e para outra não?
Por que certas mulheres são mais suscetíveis ao câncer nos ovários? Os
cientistas não oferecem muitas respostas para essas questões. Órgãos
em um chip podem dar um entendimento mais detalhado do sistema
reprodutivo feminino e de suas doenças, assim como eventualmente
propor tratamentos personalizados projetados para refletir a biologia
individual de cada mulher.

O próximo passo é melhorar o modelo do sistema reprodutivo feminino e desenvolver uma versão masculina.

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Novo estudo investiga complicações em gravidez tardia

Focadas na carreira e em outros aspectos da vida pessoal, as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde. Com isso, aumenta-se o risco das mães desenvolverem uma série de problemas como pressão alta, diabetes gestacional e até mesmo de sofrerem partos prematuros ou abortamentos.
Recentemente, um estudo publicado na revista científica Physiology pelos cientistas do King’s College London do Reino Unido, averiguou outro efeito da gravidez tardia: complicações associadas com as contrações no momento do parto. Observou-se, num modelo experimental, que a capacidade de contração dos músculos uterinos fica prejudicada com a idade. Houve, ainda, alteração nos níveis de progesterona.
Essas importantes mudanças fisiológicas associadas com a idade da mãe resultam em disfunção do parto. O tempo de parto e o progresso dele está diretamente relacionado à idade materna e isso pode causar complicações.

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Congelamento de óvulos para preservação da fertilidade

A idade avançada é o principal obstáculo para maternidade nos países desenvolvidos. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostra que 42% das mulheres mais bem-sucedidas do país ainda não têm filhos aos 40 anos de idade e que apenas 14% das mulheres que concluem a faculdade já são mães.

Como forma de facilitar a gravidez após os 35 anos – a partir dessa idade, as chances de engravidar caem para algo em torno de 30%; até os 32 anos, as chances são de 50% a 60% –, a recomendação é de que as mulheres, quando jovens, avaliem, junto ao médico, a possibilidade de congelamento de óvulos e embriões para preservar a fertilidade. Assim, no futuro, a mulher poderá usar os óvulos congelados em tratamentos para engravidar.

Como é feito o congelamento?

Primeiramente, é feita a indução da ovulação. Isso fará com que no dia da coleta tenha muitos óvulos – a partir de nove ou dez dias após a medicação. A coleta de óvulos é realizada por meio de aspiração guiada por ultrassom. A paciente permanece sedada durante o procedimento.

A vitrificação é o método mais utilizado atualmente. Os óvulos são vitrificados e armazenados em nitrogênio líquido e estarão à disposição da paciente no futuro quando quiser engravidar.

Adaptado da SBRA Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

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Dia Internacional da Síndrome de Down

No dia 21 de março, celebramos o Dia Internacional da Síndrome de Down.

A cada ano que passa, a voz das pessoas com a deficiência e daqueles que vivem e trabalham com elas se torna mais forte. Para comemorar a data, a Down Syndrome International, organização internacional comprometida em melhorar a qualidade de vida de pessoas com a trissomia mundo afora, encoraja as organizações e comunidades ao redor do mundo a organizar eventos e atividades para promover a conscientização sobre a síndrome de Down.