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Barulho e Infertilidade

A exposição por um período prolongado à um ambiente barulhento, particularmente à noite, está associada com a infertilidade em homens, de acordo com um estudo da Environmental Pollution. Os pesquisadores mostraram que a exposição acima do nível para noite preconizada pela Organização Mundial da Saúde (equivalente ao barulho de uma rua suburbana) está associado com um aumento significativo da infertilidade.

O barulho pode ser perturbador – ele quebra a concentração e atrapalha o sono. Mas, ele também pode estar associado com problemas de saúde, como doença cardíaca e problemas mentais e, tem mostrado mudar o comportamento social e interferir com a performance de tarefas complexas.

Pesquisas prévias que focaram na fertilidade feminina mostraram uma relação entre a exposição ao barulho e problemas relacionados ao nascimento, como parto prematuro, aborto espontâneo e mal formações congênitas.

Referência:
https://www.sciencedaily.com/releas…/2017/…/170628095837.htm

Idade do homem e Infertilidade

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Harvard, nos EUA, revelou que a idade do homem tem um impacto negativo sobre as chance de um casal ter filhos. Os pesquisadores analisaram os resultados de 19 mil fertilizações in vitro feitas em Boston entre 2000 e 2014. As mulheres e homens envolvidos foram separados em faixas etárias: os que eram menores de 35, os que tinham entre 35 e 40 e os que tinham entre 40 e 42 anos. As mulheres da última faixa têm mesmo as menores chances de engravidar, e elas são tão baixas que não mudam quando a influência do homem é levada em consideração. As diferenças começam a ficar perceptíveis no grupo que tem entre 35 e 40 anos. Mulheres dessa idade que tentam a sorte com homens de idade similar ganham bebês em 54% dos casos. Quando elas tentam com homens menores de 30 anos, por outro lado, as chances de gravidez sobem para 70%.

 

Mulheres com menos de 30 anos com parceiros maiores de trinta têm 73% de chance de conseguir um filho – uma taxa que cai para 46% quando os homens têm entre 40 e 42 anos. Mulheres que têm entre 30 e 35 anos, por sua vez, têm 50% de chance com parceiros de idade similar, mas só 46% com parceiros mais velhos. Segundo o The Guardian, o artigo científico será anunciado hoje (terça) na Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Geneva, e será publicado em breve.

“A queda na qualidade do esperma certamente tem alguma influência, mas nosso trabalho mostra que esse não é o único motivo”, afirmou Dodge ao jornal britânico. Nas mulheres, o principal motivo para a dificuldade de engravidar são mutações no material genético dos óvulos, que se acumulam com a idade. Nos homens, é provável que as células responsáveis por gerar os gametas diariamente também acumulem uma quantidade razoável de danos em seu DNA com o passar dos anos, o que reduziria as vantagens de produzir novos espermatozoides todos os dias.

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Cafeina e Infertilidade

Aproximadamente 20% da população geral em idade reprodutiva têm problemas de fertilidade e fatores masculinos contribuem com 50% deles. A qualidade do sêmen vem caindo mundialmente. Entres outros fatores de estilo de vida como tabagismo, consumo de álcool, peso corporal, atividade física e dieta, o consumo de cafeína pode influenciar os parâmetros de sêmen e integridade do DNA do esperma. Esse consumo tem sido associado com altos níveis de testosterona e do hormônio SHBG. Acredita-se que a cafeína possa alterar as células de Sertoli do testículo e o perfil oxidativo, interferindo no potencial reprodutivo masculino.

A cafeína tem vários efeitos biológicos, incluindo estímulo do sistema nervoso central, aumento na secreção de catecolamina, relaxamento dos músculos e estímulo da freqüência cardíaca. Enquanto um consumo moderado pode conferir um modesto efeito protetor contra algumas doenças cardiovasculares e no metabolismo de carboidratos e gorduras, quantidades excessivas podem causar prejuízos para a saúde.
No entanto, o mecanismo por trás desse possível efeito prejudicial da cafeína ainda ano foi esclarecido. Estudos melhores planejados com critérios pré-definidos para análise do sêmen, seleção dos sujeitos e, definição dos hábitos de estilo de vida são essenciais para atingir uma evidência consistente do efeito da cafeína nos parâmetros de sêmen e fertilidade masculina.

Referência
RICCI, E. et al. Coffee and caffeine intake and male infertility: a systematic review, Nutrition Journal, v.16, n.37, 2017.

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Proteína vegetal evita menopausa precoce

Uma pesquisa da Universidade de Massachusetts e da Faculdade de Saúde Pública Harvard com dados de 85,6 mil mulheres, mostra que a ingestão diária de três a quatro porções de proteínas vegetais como feijão e pão preto reduz em 16% o risco de menopausa precoce, ou seja, antes dos 45 anos.

Embora menos prejudicial do que a menopausa que ocorre antes dos 30 anos, a que surge entre os 40 e 45 anos tem consequências como aumento do risco cardiovascular e de osteoporose, entre outros. Sem contar, claro, com a infertilidade

Última etapa do ciclo reprodutivo, a menopausa é esperada por volta dos 52 anos, embora possa acontecer, naturalmente, um pouco antes. Contudo, quando o fim do período fértil anuncia-se entre 40 e 45 anos, considera-se que a mulher entrou precocemente nessa fase. As causas são desconhecidas, mas se sugere que fatores ambientais, de estilo de vida e genéticos estejam por trás de um problema que afeta de 5% a 10% do mundo ocidental.
As mais de 85 mil mulheres foram acompanhadas ao longo de 11 anos, com questionários frequentes nos quais deviam informar hábitos alimentares e se já haviam entrado na menopausa. Depois de ajustar os fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo e índice de massa corporal, as cientistas descobriram que as que consumiam 6,5% das calorias diárias de proteína vegetal tinham 16% menos risco de entrar precocemente na menopausa do que aquelas cuja ingestão desse nutriente chegava ao máximo a 3,9% das calorias.

Os autores explicam que a literatura científica evidencia que um consumo elevado de proteína vegetal, em animais, está relacionado ao retardo da menopausa. Em uma dessas pesquisas, 61 fêmeas de macacos receberam uma dieta rica em proteína animal (caseína e albumina) ou vegetal (soja com isoflavonas). Depois de 32 meses de tratamento, os ovários daquelas que consumiram a soja tinham significativamente mais folículos que os das demais.

Investigações prévias com humanos também sugerem essa associação. Um estudo conduzido com 1.130 japonesas de 35 a 54 anos indicou que a ingestão de vegetais estava inversamente associada à incidência da menopausa ao longo de seis anos de acompanhamento. Essa foi a mesma constatação de uma pesquisa alemã realizada com 5,5 mil mulheres. Um outro estudo sobre composição dietética e infertilidade realizado nos Estados Unidos com mais de 1 mil participantes mostrou que aquelas com consumo excessivo de proteína animal tinham mais risco de se tornarem inférteis antes do tempo, enquanto que a substituição de 5% desse nutriente pelo de origem vegetal reduzia a chance em 50%.

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Estresse e Infertilidade

A inter-relação entre estresse e fertilidade vem sendo sugerida por dados da literatura científica há algum tempo. Esta semana foi publicada uma pesquisa na revista médica Human Reproduction que encaminha uma resposta para esta questão. O objetivo do estudo foi avaliar esta possível associação utilizando um marcador de estresse em mulheres: a enzima alfa-amilase, coletada da saliva de mulheres que estavam tentando engravidar. O fato desta enzima aumentar nas situações de estresse, e poder ser detectada na saliva, torna-a ideal para uso em estudos. Além disso, trabalhos recentes sugerem que os estresses psicológicos produzem um aumento mais pronunciado na alfa-amilase salivar, quando comparado com os estresses físicos.

As mulheres coletaram saliva para a dosagem do biomarcador por duas vezes. A primeira, quando o estudo iniciou e a segunda, no primeiro ciclo menstrual do período do estudo. Os casais foram acompanhados por 12 meses para observar se houve concepção. Os pesquisadores encontraram que as mulheres com a maior concentração da alfa-amilase na saliva tiveram uma probabilidade 29% menor de engravidar, quando comparadas com as mulheres com a menor concentração da enzima. Esta redução de fecundidade, representa um risco 2 vezes maior de infertilidade entre essas mulheres.

O mecanismo exato pelo qual o estresse afetaria a fecundidade não ficou esclarecido pelo trabalho.

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Dormir mal afeta a fertilidade masculina

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Medical Science Monitor, a forma como você dorme e a duração do sono, não apenas afetam o seu relacionamento, mas também têm uma influência sobre a sua fertilidade.

Os homens que dormem menos de seis horas por noite, que vão dormir após a meia-noite, ou que dormem mais de nove horas todos os dias, têm uma probabilidade maior de apresentar um esperma de baixa qualidade.

Esse estudo mostrou que esses homens apresentaram reduções significativas na contagem e mobilidade dos espermatozoides e taxas de sobrevivência mais baixas. Os pesquisadores analisaram também a produção de anticorpos anti espermatozóides no sêmen e encontraram uma presença muito maior desses anticorpos nos homens que não dormiram o suficiente. Estes anticorpos surgem naturalmente e podem causar problemas de fertilidade.

Não pense que você pode “colocar as coisas no lugar” dormindo durante o final de semana inteiro, pois os homens que dormiram mais de nove horas de sono também apresentaram uma redução na saúde geral de seus espermatozoides.

Novos estudos são necessários para entender as possíveis explicações e avaliar se a qualidade do esperma melhora, após intervenções para restaurar os padrões de sono. Nos casos em que for necessário, precisamos alertar os homens para que melhorem seu estilo de vida e possam proteger a sua fertilidade.

 

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Roedores dão à luz com ovários impressos em 3D

Depois de extrair os ovários de camundongos fêmeas inférteis, implantando em seu lugar uma prótese feita em impressora 3D, um grupo de cientistas conseguiu fazer com que os animais dessem à luz filhotes saudáveis e férteis.

De acordo com os autores do estudo, publicado neste mês na revista Nature Communications, o objetivo do projeto é desenvolver ovários bioprotéticos que possam ajudar a restaurar a fertilidade e a produção de hormônios em mulheres que passaram por tratamento de câncer ou que tenham falência ovariana prematura (menopausa precoce).

O grupo liderado por cientistas da Universidade do Noroeste, em Chicago (Estados Unidos), produziu os ovários sintéticos montados na impressora 3D, uma engenhosa estrutura feita de hidrogel.

Depois de implantada na cavidade do ovário extraído, a estrutura impressa recebeu dezenas de folículos, pequenas bolsas que contêm os ovócitos, ou óvulos imaturos. Os folículos puderam aderir ao ovário sintético graças à sua estrutura porosa.

Segundo os cientistas, nos camundongos que tiveram o ovário cirurgicamente removido, os implantes foram capazes de reter com eficiência o folículo implantado e, em uma semana, o ovário sintético já estava vascularizado.
Com o desenvolvimento completo dos folículos garantido pela prótese, os óvulos foram naturalmente liberados pelos poros construídos na estrutura de hidrogel, como acontece em uma ovulação natural.

Depois de ovular, sete camundongos fêmea com os ovários sintéticos foram então fecundados naturalmente. Três deles recuperaram a fertilidade e deram à luz filhotes.

De acordo com os cientistas, a quimioterapia e as altas doses de radiação utilizadas no tratamento do câncer pode destruir os ovócitos humanos, levando ao risco de infertilidade e de menopausa precoce. Embora seja possível restaurar a fertilidade dessas mulheres, um implante ajudaria as que não tiveram o tecido do ovário congelado e estocado durante a infância.

Os cientistas alertam que apesar de ser fisiologicamente suficiente para permitir uma gravidez, o método por enquanto ainda só é aplicável a camundongos.

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ICSI – INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDE

ICSI – INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDE

Esta é uma técnica de fertilização in vitro na qual cada espermatozóide é criteriosamente selecionado com o auxílio de um poderoso microscópio que tem grande precisão (equipamento para micromanipulação), e depois injetado com uma micropipeta dentro de cada óvulo maduro. O processo é realizado no laboratório no dia da captação dos óvulos. Quando o ICSI é recomendado?

Este procedimento é indicado principalmente quando há infertilidade por fator masculino severo (mínima quantidade de espermatozóides), condição que pode requerer a coleta direta dos espermatozóides dos testículos ou epidídimos, ou casais que tenham tido baixas taxas de fertilização em FIVs anteriores.

A técnica foi desenvolvida na Bélgica e a Dra Silvana Chedid participou da equipe envolvida nesse grande avanço durante sua especialização na Universidade Livre de Bruxelas.

Existem algumas técnicas de coleta dos espermatozóides dos epidídimos e dos testículos. A coleta pode ser feita por punção percutânea, biópsia ou microcirurgia dos testículos nos casos dos homens azoospérmicos (que tem ausência total de espermatozoides). Na maior parte dos casos porém, quando há espermatozoides presentes no ejaculado, mesmo que em quantidade reduzida, esses procedimentos não são necessários, fazendo-se a coleta por masturbação da mesma maneira que a coleta para inseminação.

Todo o resto do processo é igual ao da fertilização in vitro. A diferença é no modo de fertilização (micromanipulação dos gametas no laboratório).

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Menopausa precoce: veja principais sintomas e causas

Falência dos ovários pode acontecer mais cedo do que o habitual.

Irregularidade menstrual, ondas de calor, diminuição da libido, secura vaginal, alterações de humor e infertilidade são alguns sintomas conhecidos da menopausa. Mas, quando esses mesmos sinais acontecem antes dos 45 anos de idade, pode ser indício de um quadro chamado de menopausa precoce, um problema para mulheres que ainda pretendem engravidar. Para esta recomenda-se a fertilização in vitro com óvulos doados, procedimento legal e com excelentes resultados.
Algumas mulheres só passam a se preocupar com isso quando param de tomar anticoncepcional e tentam engravidar, porém, o uso deste contraceptivo pode mascarar o problema.
Podemos listar entre as principais causas do problema: doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, tabagismo, remoção cirúrgica ovariana (em casos de canceres do sistema reprodutor feminino), tratamento contra o câncer a base de quimioterapia ou radioterapia, defeitos de cromossomos (síndrome de Turner e síndrome do cromossomo X frágil) e pacientes que têm contato recorrente com pesticidas.

O tratamento deve ser individualizado em cada paciente, avaliando sempre os fatores de risco da reposição hormonal. Em caso de aparecimento dos sintomas citados, procure seu ginecologista.

Para as mulheres que pretendem engravidar, se os exames mostrarem que ainda existem óvulos, há a possibilidade de induzir a ovulação com medicamentos. Caso a paciente não pretenda ter um filho naquele momento, uma solução é o congelamento de óvulos.

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Casais Sorodiscordantes

 

Sabemos que o vírus do HIV tem alta prevalência em casais em idade reprodutiva e muitos desses casais são soro discordantes, ou seja, um deles é portador do vírus e ou outro não. Nesses casos, para terem seus filhos livres de contaminação pelo vírus, esses casais precisarão de auxílio e tratamento.

No caso da mulher, o tratamento deverá ser feito associado ao uso de um antirretroviral durante toda a gestação. Já quando o homem é soropositivo, é possível lançar mão de tecnologias de lavagem e preparo do sêmen que separam os espermatozoides do vírus, esclarece a Dra Silvana Chedid, diretora da clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva