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GLIM

A nova técnica de microscopia 3D chamada de GLIM permite capturar o interior de amostras espessas controlando-se a distância que a luz percorre através da amostra.

Uma nova técnica de microscopia que capta imagens 3-D de embriões vivos desenvolvida para uso em bovinos, vai ajudar a determinar a viabilidade embrionária antes da fertilização in vitro em humanos, dizem os cientistas da universidade de Illinois (EUA).

O novo método, chamado microscópio por interferência de gradiente de luz (GLIM), resolve problemas encontrados pelas técnicas hoje utilizadas incluindo a capacidade de capturar imagens de amostras multicelulares de grande espessura. O objetivo é descobrir quais embriões são mais viáveis.

Microscopia biomédica

microscopia

Na maioria das técnicas de microscopia biomédica, a luz é disparada através de fatias muito finas de tecido para produzir uma imagem. Ainda assim, a imagem fica desfocada devido à reflexão da luz entre as superfícies da amostra. Métodos alternativos usam marcadores químicos ou físicos que permitem localizar um objeto específico dentro de uma amostra mais espessa, mas esses marcadores podem ser tóxicos para o tecido vivo.

Isso permite produzir imagens de múltiplas profundidades, que são então compostas por um programa de computador para formar uma única imagem 3-D.

Este novo método de microscopia permite ver toda a imagem, como um modelo tridimensional de todo o embrião ao mesmo tempo. O grupo de pesquisadores que desenvolveu a técnica pretende começar imediatamente a estudar a sua utilização em casos de reprodução assistida humana. Essas imagens podem dar informações sobre a saúde dos embriões, ajudando os médicos responsáveis pela reprodução assistida a selecionar aqueles que são mais susceptíveis de levar a uma gravidez bem-sucedida.

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Fumo e Infertilidade

O fumo é o principal rival da fertilidade.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.

Estima-se que há 200 milhões de mulheres fumantes no mundo. A fertilidade é reduzida em 25% nas mulheres que fumam até 20 cigarros ao dia, e 43% naquelas que fumam mais de 20 cigarros, ou seja, quanto mais cigarros fumado maior será o declínio da fertilidade. Durante a gestação, o fumo pode aumentar a incidência de placenta prévia (placenta baixa), descolamento prematuro da placenta. Retardo de crescimento intra uterino e parto prematuro.

tabagismo

 

Veja os efeitos do cirgarro na fertilidade

(Publicado pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva-ASRM)

Homens e mulheres fumantes tem chances 3 vezes maior de sofrerem de infertilidade quando comparados àqueles que não fumam.

Tentando estabelecer uma relação causal, os estudos atuais mostram que 13% da infertilidade feminina pode ser atribuída ao cigarro. Lembrando que, 10 cigarros por dia já são o suficiente para prejudicar a fertilidade.

Mulheres tabagistas crônicas entrarão mais cedo na menopausa (um a quatro anos antes), o que pode ser atribuído à aceleração da diminuição do estoque de óvulos.
O hábito de fumar está associado a um aumento no risco de abortamento (aumenta em até 27%) e gravidez ectópica (gravidez nas tubas).

Filhos de mães fumantes tem dificuldade no aprendizado escolar.
Filhos de pais fumantes tem maior chance de câncer.
Mutação genética é um possível mecanismo pelo qual o cigarro pode afetar a fecundidade e a função reprodutiva.
Estudos científicos demonstraram que mulheres fumantes necessitam de duas vezes mais tentativas de Fertilização in Vitro que as não fumantes, além de necessitarem nos tratamentos uma quantidade maior de medicamentos.
Fumantes passivos (tanto homens como mulheres) com exposição excessiva ao cigarro também têm maior incidência de todas as alterações descritas acima.

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Falta de vitamina D

Com a baixa exposição ao sol no inverno, pode ocorrer a queda nos níveis de vitamina D no organismo.

Importante em várias funções, como a absorção de cálcio e fósforo, a substância também é essencial na reprodução humana. Estudos apontam a relação entre a dosagem e a capacidade reprodutiva da mulher.
Alguns alimentos também podem ser fontes naturais de vitamina D, como bacalhau, salmão selvagem, sardinha e ovos.

 

Os baixos níveis da substância também estão relacionados a doenças autoimunes, infecciosas, cardiovasculares, cânceres, entre outras.

A vitamina D é metabolizada no organismo pela exposição da pele ao Sol. Tanto para quem quer engravidar como para as gestantes, é indicada a avaliação dos níveis dessa vitamina no organismo e, se necessária, a reposição.

vitamina D

Fontes de vitamina.

O ideal é se expor ao Sol por pelo menos 30 minutos por dia, no começo da manhã ou final da tarde, com a maior parte do corpo descoberta, como pernas e braços. Alguns alimentos também podem ser fonte dessa vitamina, como bacalhau, salmão selvagem e ovos. Além disso, existe a suplementação de vitamina D prescrita pelo médico, em cápsula, gota, comprimido sublingual ou injeção.

Doação de óvulos

O tratamento de reprodução humana com a Doação de Óvulos é o processo no qual uma mulher recebe óvulos de uma doadora para poder realizar o desejo da maternidade.

Os óvulos da doadora são unidos aos espermatozoides do casal receptor para obter embriões; estes serão transferidos para a receptora através de um tratamento de Fertilização in Vitro para obter a gestação. Desta forma, a ovodoação torna possível o milagre da vida em mulheres que, de outra maneira, não poderiam ter filhos.

Os óvulos doados para o tratamento de ovodoação são criteriosamente selecionados para que estas células progenitoras tenham plena compatibilidade com a receptora.

A mulher nasce com um número determinado de óvulos cuja capacidade para conceber vai diminuindo com o passar do tempo, especialmente a partir dos 37 anos.

O ritmo de vida da sociedade atual vem adiando o momento em que as mulheres decidem ser mães para uma etapa de sua vida em que a fertilidade é reduzida ou muito baixa.

Com a vitrificação de óvulos, as mulheres podem atingir a maturidade sem que seus óvulos experimentem a diminuição significativa de sua capacidade de conceber em um futuro.

óvulos

O que é PRESERVA ?

É um tratamento que permite escolher o momento adequado para ser mãe evitando os riscos próprios da passagem do tempo.

Em que consiste?

Mediante a técnica de vitrificação os óvulos de uma mulher em idade fértil são congelados com o fim de serem fecundados e transferidos quando a mulher deseje ser mãe.

O que é Vitrificação?

A vitrificação de óvulos é um processo de congelamento em que os óvulos são tratados com substâncias crioprotetoras e submergidos em nitrogênio liquido a uma temperatura de 196°C abaixo de zero.

A vantagem da técnica de vitrificação frente à técninca tradicional é que, dada a sua alta velocidade de refrigeração, se evita a formação de cristais de gelo, os quais podem danificar o óvulo ao lesionar as estruturas celulares.

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Saco amniótico artificial

Quando o embrião implanta no endométrio, camada interna do útero, começa a iniciar-se a formação da placenta e do saco amniótico .

Uma equipe da Universidade de Michigan (EUA) induziu células-tronco humanas a crescer em uma superfície especialmente projetada para apresentar estruturas que se assemelham ao saco amniótico.

O saco amniótico artificial criado em laboratório foi desenvolvido a partir dessas células-tronco e permite estudar os processos envolvidos no início da gestação.

Saco amniótico

As células desenvolveram espontaneamente algumas das mesmas características estruturais e moleculares observadas em um saco amniótico natural, que é uma estrutura semelhante a uma bola oca e assimétrica, que contém células que darão origem a uma parte da placenta, como ao próprio embrião.
Como vantagem de segurança, as estruturas não contam com outros componentes essenciais do embrião inicial, de forma que não podem se transformar em um feto, o que fatalmente levaria à problemas éticos.  Esta é a primeira vez que se consegue cultivar essa estrutura a partir de células-tronco, em vez de induzir um embrião doado a crescer, como algumas outras equipes estão fazendo, evitando assim a destruição dos embriões.

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Falha de implantação

Os tratamentos de fertilização in vitro (FIV) são cada vez mais comuns, porém a falha de implantação dos embriões ainda é algo que pode ocorrer.

Em algumas mulheres esse problema ocorre repetidas vezes, o que chamamos de “falha de implantação recorrente”. Estas questões representam um desafio para clínicos e cientistas e afeta quase 10% das mulheres que realizam a FIV. Durante o 33º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana realizado este mês, na Suíça, a influência da imunologia na reprodução humana foi um dos temas em destaque. É um assunto abordado com frequência e de extrema relevância.

No Congresso, pesquisadores do Reino Unido, fizeram um estudo comparando a prevalência de testes imunológicos alterados em mulheres com e sem falha de implantação recorrente. Eles concluíram que tais alterações eram mais presentes naquelas mulheres com mais falhas em tratamentos de reprodução e que eram limitadas as evidências científicas para realizarem os tratamentos.
Precisamos avançar nos estudos da imunologia no que se refere à reprodução humana.
A base do tratamento das pacientes com falha de implantação ainda é a formação de um bom embrião e a colocação deste em um bom endométrio com características favoráveis para a gestação.

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Menos carboidratos mais gravidez

Pesquisa britânica sugere que a dieta com menos carboidratos pode aumentar em até cinco vezes a probabilidade de engravidar.

Um estudo recente, liderado pela empresa Balance Fertility, analisou o estilo de vida e outros fatores relacionados à infertilidade e revelou que uma dieta com baixa ingestão de carboidratos pode aumentar significativamente as chances de engravidar, sobretudo no caso de quem vai fazer fertilização invitro.

Menos carboidrato mais gravidez

De acordo com os médicos que participaram da pesquisa, uma porção de carboidrato por dia é o limite. Alguns aconselham a mudar radicalmente a dieta, pelo menos durante o período de tentativa para engravidar. Os níveis elevados de carboidratos, especialmente os refinados, afetam notadamente as funções metabólicas do organismo. O excesso pode levar à obesidade, o que, por si só, reduz a fertilidade.

Gillian Lockwood, diretora médica da clínica Midland Fertility, em Tamworth, Inglaterra, destacou pesquisas que mostraram que mulheres com menor consumo de carboidratos tinham até cinco vezes mais chances de sucesso ao tentar engravidar, em comparação com pacientes que seguem dietas-padrão. “O ideal é comer muitos vegetais frescos e proteínas e limitar a ingestão de carboidratos para apenas um grupo e uma porção diária”, diz, em entrevista ao jornal britânico The Telegraph.

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Primeiro bebê de proveta

Em 25 de julho de 1978 nasceu na Inglaterra Louise Joy Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo. Fruto de dez anos de pesquisa dos doutores Steptoe e Edwards, a fertilização in vitro gerou um bebê proveniente de um embrião fertilizando fora do útero materno. Graças a essa técnica, milhares de bebês sadios nasceram por fertilização in vitro desde então!

bebê de proveta

Louise Brown, o primeiro bebê de proveta da história da humanidade, nasceu em Bristol, na Inglaterra. Era a primeira concepção fora do corpo humano, numa placa de laboratório, idealizada pelos pesquisadores especialistas em reprodução humana, Patrick Steptoe e Robert Edwards. A chegada da inglesinha revolucionou o tratamento da infertilidade, tornando mais acessível, para inúmeras mães, realizar o sonho de ter filhos. A fertilização in vitro foi um grande passo dado pela Medicina, porque tornou possível que os médicos contornassem problemas até então insuperáveis, como obstrução das tubas uterinas (nas mulheres) e baixa quantidade de espermatozoides nos homens.

Idade do homem e Infertilidade

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Harvard, nos EUA, revelou que a idade do homem tem um impacto negativo sobre as chance de um casal ter filhos.

Os pesquisadores analisaram os resultados de 19 mil fertilizações in vitro feitas em Boston entre 2000 e 2014. As mulheres e homens envolvidos foram separados em faixas etárias: os que eram menores de 35, os que tinham entre 35 e 40 e os que tinham entre 40 e 42 anos. As mulheres da última faixa têm mesmo as menores chances de engravidar, e elas são tão baixas que não mudam quando a influência do homem é levada em consideração. As diferenças começam a ficar perceptíveis no grupo que tem entre 35 e 40 anos. Mulheres dessa idade que tentam a sorte com homens de idade similar ganham bebês em 54% dos casos. Quando elas tentam com homens menores de 30 anos, por outro lado, as chances de gravidez sobem para 70%.

Mulheres com menos de 30 anos com parceiros maiores de trinta têm 73% de chance de conseguir um filho – uma taxa que cai para 46% quando os homens têm entre 40 e 42 anos. Mulheres que têm entre 30 e 35 anos, por sua vez, têm 50% de chance com parceiros de idade similar, mas só 46% com parceiros mais velhos. Segundo o The Guardian, o artigo científico será anunciado hoje (terça) na Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, em Geneva, e será publicado em breve.

“A queda na qualidade do esperma certamente tem alguma influência, mas nosso trabalho mostra que esse não é o único motivo”, afirmou Dodge ao jornal britânico.

Nas mulheres, o principal motivo para a dificuldade de engravidar são mutações no material genético dos óvulos, que se acumulam com a idade.

Nos homens, é provável que as células responsáveis por gerar os gametas diariamente também acumulem uma quantidade razoável de danos em seu DNA com o passar dos anos, o que reduziria as vantagens de produzir novos espermatozoides todos os dias.

Leia mais sobre a infertilidade masculina

 

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Vacina contra a gonorréia

Vacina contra a gonorréia é utilizada contra bactéria que causa meningite tipo B e reduziu em mais de 30% a incidência da doença sexual entre pessoas imunizadas na Nova Zelândia.

A aplicação em massa de uma vacina contra meningite B na Nova Zelândia reduziu em mais de 30% o risco de contrair gonorréia entre as pessoas que foram imunizadas. Estudo foi publicado hoje na revista The Lancet.

De acordo com os autores da pesquisa, é a primeira vez que uma vacina apresenta alguma proteção contra a gonorréia e os resultados fornecem um novo caminho para o desenvolvimento de uma vacina específica contra a doença.

No estudo, os cientistas analisaram os dados de uma campanha realizada entre 2004 e 2006, na qual cerca de um milhão de pessoas – o equivalente a 81% da população neozelandesa com menos de 20 anos – foram imunizadas com MeNZB, uma vacina de vesícula da membrana externa (OMV, na sigla em inglês) contra a meningite B.

De acordo com a autora principal do estudo, Helen Petousis-Harris, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), embora as duas doenças sejam muito diferentes em termos de sintomas e modo de transmissão, há uma coincidência genética de 80% a 90% entre as bactérias Neisseria gonorrhoeae e Neisseria meningitidis, o que resulta em um mecanismo de proteção cruzada.

Entre os que haviam sido vacinados, a probabilidade de contrair gonorreia foi de 41%, enquanto entre os não vacinados foi de 51%. Levando em conta fatores como etnia, condição social, área geográfica e gênero, os cientistas concluíram que ter recebido previamente a vacina MeNZB reduziu a incidência de gonorreia em aproximadamente 31%.

Os autores alertam que, por causa da variabilidade das diferentes linhagens das bactérias da gonorreia e da meningite, o efeito da vacina pode variar e que a coinfecção de gonorreia e clamídia pode reduzir ligeiramente a eficácia da vacina.