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Como o diabetes compromete a fertilidade

O sistema reprodutivo de homens e mulheres tem uma engenharia maravilhosa. Mas, para funcionar bem, depende de um equilíbrio entre a mensagem hormonal e a performance dos órgãos reprodutores.

Doenças crônicas, como o diabetes, podem impactar o bom funcionamento e resultar em dificuldade para gerar um bebê.

 O diabetes tipo 2 geralmente está associado a obesidade e resistência à insulina. Essas duas condições podem causar deficiência hormonal na mulher, assim como ciclo menstrual irregular e infertilidade. Já o diabetes tipo 1, que normalmente acomete pacientes jovens, ocorre quando as células no pâncreas que produzem insulina são destruídas por anticorpos.

Esse processo também pode se estender a outros órgãos endócrinos, incluindo os ovários, e impossibilitar a gravidez.

Diabetes

De acordo com a doutora Silvana Chedid, especialista em Reprodução Humana e diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva, as mulheres que não mantêm o diabetes bem controlado nas primeiras semanas de gravidez têm entre duas e quatro vezes mais chances de gerar uma criança com defeitos, estão mais sujeitas a hemorragias e partos prematuros.

Mas, não é só a mulher que enfrenta problemas em relação à sua fertilidade. Os homens também são afetados pela doença. “Testes de DNA com espermatozóides de pacientes diabéticos demonstram maior quantidade de material defeituoso, que pode provocar a infertilidade masculina, problemas de gestação e abortos espontâneos, principalmente quando o paciente não sabe que está diabético”, diz a doutora Silvana.

Segundo a médica, o aumento da doença no Brasil tem preocupado os especialistas. “O diabético costuma apresentar uma significante redução no volume de sêmen. Em cada seis casais em que um dos cônjuges é portador de diabetes tipo 2, pelo menos um precisa recorrer a um especialista para engravidar. Sem mencionar outros fatores que podem contribuir negativamente, como o consumo de álcool e fumo”.

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Novo medicamento

Um novo medicamento para indução de ovulação para tratamentos de Reprodução Assistida acabou de ser aprovado pela ANVISA.

O produto tem como princípio ativo a substância deltafolitropina e é uma versão recombinante do hormônio que estimula o ovário para a produção de folículos, que são necessários para a existência de uma gravidez.

medicamento

O produto é o Rekovelle® que tem como princípio ativo a substância deltafolitropina. O produto é uma versão recombinante do hormônio que estimula o ovário para a produção de folículos.

O hormônio folículo estimulante humano (FSH) estimula o ovário para o desenvolvimento, crescimento e maturação folicular, assim como a produção de esteróides gonadais em mulheres.

Indicação da deltafolitropina

O produto Rekovelle® (deltafolitropina) foi aprovado com a seguinte indicação terapêutica: “Estimulação ovariana controlada para desenvolvimento de folículos múltiplos em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA), como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)”.

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Descoberta

Descoberta de gene fundamental para gravidez

Pesquisadores usaram a tecnologia de edição de genoma (CRISPR / Cas9) para mostrar o papel de um gene importantíssimo para o desenvolvimento de embriões humanos. Essa descoberta ajudará a entender melhor o desenvolvimento inicial dos embriões e, consequentemente, aumentar as taxas de sucesso dos tratamentos de fertilização in vitro.

 

As técnicas de edição do genoma foram usadas para impedir que um gene chave produza uma proteína chamada OCT4, que normalmente se torna ativa nos primeiros dias do desenvolvimento do embrião humano. Depois que o ovo é fertilizado, ele se divide em até cerca de sete dias e forma uma bola de, em média, 200 células chamada ‘blastocisto’. O estudo descobriu que os embriões humanos precisam de OCT4 para formar corretamente um blastocisto. Este gene é crucial para o desenvolvimento de embriões humanos.

descoberta

Uma maneira de descobrir o que um gene faz no embrião em desenvolvimento é ver o que acontece quando não está funcionando. O conhecimento dos genes fundamentais que os embriões precisam para se desenvolver com sucesso é fundamental para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos de FIV (fertilização in vitro) e compreender algumas causas das falhas na gravidez.

As pesquisas utilizaram embriões de camundongos e células estaminais embrionárias humanas antes de iniciar o trabalho direto em embriões humanos. Para inativar o OCT4, eles usaram uma técnica de edição chamada CRISPR / Cas9 para mudar o DNA de 41 embriões humanos, os quais foram analisados.

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Outubro Rosa

No mês em que alertamos quanto à prevenção do câncer de mama, é importante salientarmos quais são os principais fatores de risco para a doença: a idade (> 50 anos), história familiar (primeiro ou segundo grau direto) ou pessoal: ausência de filhos, primeira gravidez após os 30 anos, uso de hormônios externos, consumo de álcool, doença mamária prévia, radiação torácica e obesidade.

O câncer de mama representa o principal tipo de câncer na mulher, mas apresenta um bom índice de cura quando diagnosticado em sua fase precoce.

Nem sempre o câncer de mama aparece como uma massa ou tumoração palpável. Outros sintomas menos frequentes constituem o endurecimento mamário, a presença de secreção pelo mamilo e o aparecimento de gânglios axilares. Geralmente o tumor se inicia na mama, pode atingir a axila e até mesmo aparecer em outros órgãos, fato que chamamos de metástases. A extensão do tumor determina a forma de tratamento.

outubro

Prevenção

A principal maneira de se prevenir o câncer de mama, além do auto exame, é a realização da mamografia. Esse exame favorece o diagnóstico precoce e a elevação nas taxas de cura. Assim sugere-se a realização do exame de mamografia de maneira regular (anualmente) a partir dos 40 anos de idade.

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Ômega 3 ajuda na prevenção da endometriose

Uma alimentação saudável, rica em ômega 3 (gorduras essenciais para o funcionamento do organismo), e principalmente em peixes, pode representar o melhor caminho para a prevenção a uma doença que causa temor em grande parte das mulheres: a endometriose.

A constatação é da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, que por meio de uma pesquisa mostrou também que mulheres que se alimentam incorretamente, consumindo muitos produtos industrializados que contenham gorduras trans, estão mais expostas à doença.
 
Segundo a especialista em Reprodução Humana Silvana Chedid, a razão é o fato de o ômega 3 possuir efeito anti-inflamatório, protegendo a cavidade abdominal contra inflamações. “Por isso alimentos ricos nessa gordura, como a sardinha, o atum e o salmão, são totalmente recomendados”, diz.
ômega
A endometriose é o crescimento de tecidos da parede do útero (endométrio) fora dele. A menstruação feminina ocorre não apenas para fora do corpo mas também para dentro e isso ocasiona esse crescimento irregular em outros locais do corpo, no estômago ou nos intestinos.Mulheres com endometriose podem ter a sua fertilidade seriamente comprometida.
 
Segundo Silvana Chedid os focos crescem estimulados pelo estrogênio – hormônio feminino. “Todos os tratamentos são baseados em medicamentos que inibem a produção desse hormônio”. De fato, a mulher só está totalmente protegida contra o problema durante a menopausa e a gravidez -quando a produção desse hormônio é reduzida.
 
Cuidados ao comer

Recomendado

Todos os alimentos que sejam ricos em ômega 3, como: Peixes, especialmente o salmão e a sardinha.
 
Soja. Também são recomendados soja, amendoim, legumes e ervilhas, pois diminuem o acúmulo de estrogênio no organismo.
 
Frutas. Generosas porções de frutas, legumes e hortaliças, cereais integrais também são um bom caminho.

Não recomendado

Qualquer tipo de produto industrializado com alta concentração de gordura.
 
Frituras. Além das frituras, os embutidos, frios, salames, presunto, creme de leite, biscoitos, chips, bolos prontos devem passar longe de sua dieta.
 
Refinados. Deve-se evitar, também, o consumo de alimentos ricos em farinha refinada, desprovidos de minerais essenciais e contendo elevado teor calórico.
 
Açúcar. A ingestão de açúcar, contido em doces e tortas deve ser em menores quantidades e bastante cautelosa
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Preservação da fertilidade

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente nas mulheres e cada vez acomete mais mulheres jovens.

Muitos dos esquemas de quimioterapia usados para o tratamento desse tipo de câncer podem levar à esterilidade. Alguns quimioterápicos são tóxicos para os ovários e podem induzir à uma falência ovariana prematura (menopausa precoce). Para garantir a preservação da fertilidade em mulheres jovens com câncer de mama existe a técnica de congelamento dos óvulos. Além da grande possibilidade de superar o câncer quando a doença é detectada precocemente esse diagnóstico não deve impedir os planos de futuro e inclusive é bom ter esta perspectiva para encarar o tratamento com mais forças.

preservação

A Preservação da fertilidade deve ser pensada sempre com orientação e apoio do oncologista, que avalia as possibilidades e tempo disponível antes de iniciar o tratamento. Existem várias alternativas para as mulheres, são elas: Vitrificação de óvulos, criopreservação do córtex ovariano e transposição de ovários.  A mais utilizada é a Vitrificação de óvulos.

A Vitrificação de óvulos permite que os óvulos maduros conseguidos após a estimulação ovariana sejam criopreservados para utilização posterior quando a paciente tiver a alta do oncologista com o mesmo prognóstico que se tinha no momento de serem vitrificados. Devido à ausência de formação de cristais de gelo, as taxas de sobrevivência dos óvulos são elevadas, permitindo postergar a maternidade para após o final do tratamento para o câncer.

A criopreservação do córtex ovariano é outra técnica de preservação da fertilidade que têm conseguido diversos nascimentos a nível mundial. Esta técnica permitiria restabelecer a função ovariana, com o que, inclusive, a possibilidade de conseguir gestações espontâneas, além disso, ao ter níveis hormonais normais, se evita efeitos secundários próprios de uma menopausa precoce (osteoporose, calores, risco cardiovascular).

A transposição de ovários é uma técnica de preservação da fertilidade que consiste em afastar os ovários do campo de irradiação para evitar a exposição direta dos mesmos à radioterapia, e evitar assim o dano considerável que esta pode provocar nas gônadas quando se encontram no campo de radiação.

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Como é feita a coleta de óvulos ?

A coleta de óvulos é realizada por meio de aspiração dos folículos ovarianos guiada por ultrassim. É um procedimento ambulatorial, seguro, feito sob sedação e a paciente não sente nenhuma dor.

Veja aqui o vídeo.

Após a aspiração os óvulos são encaminhados para o laboratório de Fertilização in vitro para serem fertilizados pela técnica de ICSI ou para serem congelados pela técnica de vitrificaçao.

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Doação de Órgãos

Hoje comemoramos o Dia Internacional da Doação de Órgãos.

A doação de órgãos é, acima de tudo, um ato de amor, que permite devolver a vida à pessoas que sofrem com as mais diversas doenças.

A doação de óvulos é também um ato de amor. É o processo através do qual uma mulher recebe óvulos de uma doadora para poder realizar o desejo da maternidade. Esse óvulo doado é fertilizado e transplantado para o útero da mulher. Esse processo permite à mulheres com menopausa precoce ou mulheres que perderam seus ovários por câncer realizarem seu sonho de serem mães. Se você tiver menos de 35 anos e for saudável poderá ser uma doadora de óvulos!

Como é o procedimento?

Os óvulos da doadora são unidos aos espermatozoides do casal receptor para obter embriões; estes serão transferidos para a receptora através de um tratamento de Fertilização in Vitro para obter a gestação. Desta forma, a ovodoação torna possível o milagre da vida em mulheres que, de outra maneira, não poderiam ter filhos.

óvulos

Para quem é indicado ?

Mulheres em idade avançada
• Mulheres com falência ovariana devido a menopausa
• Mulheres que não podem utilizar seus próprios óvulos, ou pela baixa qualidade dos mesmos ou por doenças hereditárias que não podem ser detectadas através das técnicas de PGD (Diagnóstico Genético Pré implantacional ).
• Mulheres com fracassos repetidos de Fecundação in Vitro
• Mulheres que tiveram abortos

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A reprodução assistida aumenta as chances de as mulheres terem gêmeos

A chance de ter gêmeos é maior em tratamentos de reprodução assistida.

Isso porque, para garantir o sucesso da gestação, mais de um embrião é inserido no útero. No caso de mulheres com mais de 40 anos, o número de embriões implantados pode chegar até quatro, segundo resolução do Conselho Federal de Medicina.

Diante da dificuldade para engravidar após os 40 anos, algumas mulheres optam pela reprodução assistida – no procedimento, óvulos são fertilizados em laboratório e inseridos no útero. Para aumentar a taxa de sucesso, no entanto, especialistas aumentam a quantidade de embriões implantados.

gêmeos

Médicos apontam, contudo, que cada vez mais a medicina está dando a possibilidade de inseminação de apenas um óvulo fertilizado. A cautela dos especialistas com a inseminação de embriões se deve aos riscos que uma gravidez tripla pode trazer para a gestação.

Congelamento de óvulos e reprodução assistida

Para o congelamento, mulheres recebem injeções de gonadotrofina, hormônios já produzidos naturalmente que controlam a ovulação. As injeções vão aumentar a produção de óvulos, que serão coletados por uma espécie de endoscopia vaginal.

Estudos apontam que os óvulos vão manter a qualidade e serem viáveis para a gravidez por até 5 anos de congelamento.

Já no procedimento da fertilização in vitro, o óvulo é fertilizado com esperma do parceiro ou de doador em laboratório. Depois, os embriões são inseridos no útero. Pode-se fazer ainda uma biópsia no embrião para avaliar o risco de doenças cromossômicas, como síndrome de Down.

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Probabilidade de gravidez

A fertilidade do casal deve ser investigada após um ano de tentativas de gravidez, mantendo relações frequentes e desprotegidas.

Quando a mulher tem idade superior aos 35 anos, o prazo é ainda mais curto: 6 meses. Quanto mais tempo as pessoas esperarem, maior a dificuldade para superar o problema. Após três anos de tentativas de gravidez, as chances diminuem de maneira expressiva, e o casal não deve perder tempo e procurar um especialista em Medicina Reprodutiva.

É coerente procurar um ginecologista quando existe uma dificuldade para engravidar. Mas caso ele não tenha uma especialização na área, ele pode ajudar somente até um certo ponto. Por isso, ao procurar um ginecologista para uma avaliação da fertilidade mais completa, é importante saber se o especialista atua em reprodução humana, pois os avanços da Medicina Reprodutiva, tanto em diagnósticos quanto em tratamentos, acontecem frequentemente.

Veja aqui um video feito pela Dra. Silvana Chedid sobre Tratamento da infertilidade

Quanto mais completa for a primeira consulta, mais informação terá o especialista para identificar a causa da dificuldade de engravidar e dar uma solução personalizada à mesma.

gravidez

Tratamentos existentes
O protocolo de tratamento varia de acordo com os resultados dos exames e idade dos pacientes. Entre as possíveis medidas terapêuticas, destacam-se:

• Mudança de estilo de vida: não fumar, ajustar o peso dentro do índice ideal de massa corporal (IMC), diminuir o consumo de álcool e cafeína, além de manter um equilíbrio nutricional. Todos fatores citados anteriormente podem produzir efeitos negativos na fertilidade da mulher e do homem.

• Planejamento do coito programado com ou sem medicação. Se trata de um namoro programado com base no acompanhamento do período fértil por ultrassonografia.

• Realização de tratamento de Inseminação Artificial com um limite máximo de tentativas. Neste tratamento, os espermatozoides são capacitados e introduzidos através do colo do útero materno para a fecundação acontecer dentro do corpo da mulher. As chances de sucesso da Inseminação Artificial é aproximadamente 15%.

• Realização de Fertilização in Vitro, principalmente indicada quando as tentativas terapêuticas anteriores fracassaram ou quando a idade da paciente é superior aos 38 anos. Na FIV, a fecundação do óvulo acontece no laboratório de embriologia e, após alguns dias em cultivo, é introduzido diretamente no útero materno. As chances de sucesso da FIV podem variar de 30% a 70%, dependendo de vários fatores e estudos de complementares realizados. Por exemplo, é superior com o diagnóstico pré-implantacional genético do embrião, que identifica o embrião livre de alterações cromossômicas. Leia mais sobre o procedimento FIV

• Realização de ciclos de tratamento com óvulos ou sêmen doados. Indicada quando há uma qualidade muito baixa ou ausência dos gametas femininos ou masculinos.

 

Como prevenir problemas

Tem sido cada vez mais frequente que as mulheres a partir dos 30 anos realizem avaliações periódicas da fertilidade, aproveitando a visita anual ao ginecologista. Esta avaliação pode ser realizada com ou sem pausa no uso dos anticoncepcionais. No primeiro caso, é feito o estudo do FSH e a contagem de folículos antrais, e no segundo, se realiza o estudo do hormônio anti-Mülleriano.
Conhecendo o estado atual da fertilidade, as mulheres podem tomar uma decisão mais assertiva sobre quando engravidar ou se vale a pena fazer o congelamento de óvulos para conservar suas chances para o futuro.