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Embriões descongelados

Embriões descongelados e frescos têm eficácia parecida em fertilização

Dois novos estudos de grande porte demonstram que em mulheres que sofrem da síndrome do ovário policístico (SOP), descongelar embriões antes do implante oferece probabilidade maior de gestação e parto bem sucedidos, mas nas mulheres que não sofrem dessa doença recorrer a embriões descongelados não apresenta resultados melhores nem piores do que os obtidos com o uso de embriões frescos.

Depois que um estudo inicial conduzido por uma equipe chinesa demonstrou que embriões descongelados eram melhores para as mulheres que sofrem de SOP, “muita gente chegou apressadamente à conclusão de que deveríamos usar sempre embriões congelados. Alguns programas de fertilização artificial dos Estados Unidos já não usam embriões frescos”, disse Christos Coutifaris, da Escola Perelman de Medicina, Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, que não participou das novas pesquisas.

embriões

No estudo chinês, que envolvia 2.157 mulheres que estavam passando por seu primeiro ciclo de fertilização artificial, o índice de sucesso foi de 48,7% nos casos em que embriões descongelados foram usados, ante 50,2% para os casos com uso de embriões frescos. Os médicos tipicamente implantam dois embriões por tentativa.

No estudo vietnamita, com 782 mulheres passando por sua primeira ou segunda tentativa de fertilização, o índice de sucesso, com parto de bebês vivos, foi de 33,8% para os embriões congelados e 31,5% para os embriões frescos. A média de embriões implantados por tentativa também foi de dois. Em ambos os estudos, a diferença entre os índices de sucesso dos dois grupos foi tão pequena que pode se dever ao acaso.

Nenhum dos dois estudos constatou risco maior de complicações pós-natais ou obstétricas em qualquer dos grupos, ainda que as transferências de embriões congelados tenham produzido risco estatisticamente mais baixo de superestimular ovários, o que conduz a ovários inchados e doloridos, e pode ser perigoso.