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Barulho e Infertilidade

A exposição por um período prolongado à um ambiente barulhento, particularmente à noite, está associada com a infertilidade em homens, de acordo com um estudo da Environmental Pollution. Os pesquisadores mostraram que a exposição acima do nível para noite preconizada pela Organização Mundial da Saúde (equivalente ao barulho de uma rua suburbana) está associado com um aumento significativo da infertilidade.

O barulho pode ser perturbador – ele quebra a concentração e atrapalha o sono. Mas, ele também pode estar associado com problemas de saúde, como doença cardíaca e problemas mentais e, tem mostrado mudar o comportamento social e interferir com a performance de tarefas complexas.

Pesquisas prévias que focaram na fertilidade feminina mostraram uma relação entre a exposição ao barulho e problemas relacionados ao nascimento, como parto prematuro, aborto espontâneo e mal formações congênitas.

Referência:
https://www.sciencedaily.com/releas…/2017/…/170628095837.htm

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Cafeina e Infertilidade

Aproximadamente 20% da população geral em idade reprodutiva têm problemas de fertilidade e fatores masculinos contribuem com 50% deles. A qualidade do sêmen vem caindo mundialmente. Entres outros fatores de estilo de vida como tabagismo, consumo de álcool, peso corporal, atividade física e dieta, o consumo de cafeína pode influenciar os parâmetros de sêmen e integridade do DNA do esperma. Esse consumo tem sido associado com altos níveis de testosterona e do hormônio SHBG. Acredita-se que a cafeína possa alterar as células de Sertoli do testículo e o perfil oxidativo, interferindo no potencial reprodutivo masculino.

A cafeína tem vários efeitos biológicos, incluindo estímulo do sistema nervoso central, aumento na secreção de catecolamina, relaxamento dos músculos e estímulo da freqüência cardíaca. Enquanto um consumo moderado pode conferir um modesto efeito protetor contra algumas doenças cardiovasculares e no metabolismo de carboidratos e gorduras, quantidades excessivas podem causar prejuízos para a saúde.
No entanto, o mecanismo por trás desse possível efeito prejudicial da cafeína ainda ano foi esclarecido. Estudos melhores planejados com critérios pré-definidos para análise do sêmen, seleção dos sujeitos e, definição dos hábitos de estilo de vida são essenciais para atingir uma evidência consistente do efeito da cafeína nos parâmetros de sêmen e fertilidade masculina.

Referência
RICCI, E. et al. Coffee and caffeine intake and male infertility: a systematic review, Nutrition Journal, v.16, n.37, 2017.

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Vacina contra a gonorréia

Vacina contra a gonorréia é utilizada contra bactéria que causa meningite tipo B e reduziu em mais de 30% a incidência da doença sexual entre pessoas imunizadas na Nova Zelândia.

A aplicação em massa de uma vacina contra meningite B na Nova Zelândia reduziu em mais de 30% o risco de contrair gonorréia entre as pessoas que foram imunizadas. Estudo foi publicado hoje na revista The Lancet.

De acordo com os autores da pesquisa, é a primeira vez que uma vacina apresenta alguma proteção contra a gonorréia e os resultados fornecem um novo caminho para o desenvolvimento de uma vacina específica contra a doença.

No estudo, os cientistas analisaram os dados de uma campanha realizada entre 2004 e 2006, na qual cerca de um milhão de pessoas – o equivalente a 81% da população neozelandesa com menos de 20 anos – foram imunizadas com MeNZB, uma vacina de vesícula da membrana externa (OMV, na sigla em inglês) contra a meningite B.

De acordo com a autora principal do estudo, Helen Petousis-Harris, da Universidade de Auckland (Nova Zelândia), embora as duas doenças sejam muito diferentes em termos de sintomas e modo de transmissão, há uma coincidência genética de 80% a 90% entre as bactérias Neisseria gonorrhoeae e Neisseria meningitidis, o que resulta em um mecanismo de proteção cruzada.

Entre os que haviam sido vacinados, a probabilidade de contrair gonorreia foi de 41%, enquanto entre os não vacinados foi de 51%. Levando em conta fatores como etnia, condição social, área geográfica e gênero, os cientistas concluíram que ter recebido previamente a vacina MeNZB reduziu a incidência de gonorreia em aproximadamente 31%.

Os autores alertam que, por causa da variabilidade das diferentes linhagens das bactérias da gonorreia e da meningite, o efeito da vacina pode variar e que a coinfecção de gonorreia e clamídia pode reduzir ligeiramente a eficácia da vacina.

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Dra Silvana no Jornal da Band

O risco menor do Zika vírus e os primeiros sinais de melhora na economia fizeram com que muitas mulheres com problemas para engravidar procurassem novamente as clinicas de fertilização. É a retomada do sonho da maternidade.

https://www.facebook.com/chedidgrieco1/?pnref=lhc

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Proteína vegetal evita menopausa precoce

Uma pesquisa da Universidade de Massachusetts e da Faculdade de Saúde Pública Harvard com dados de 85,6 mil mulheres, mostra que a ingestão diária de três a quatro porções de proteínas vegetais como feijão e pão preto reduz em 16% o risco de menopausa precoce, ou seja, antes dos 45 anos.

Embora menos prejudicial do que a menopausa que ocorre antes dos 30 anos, a que surge entre os 40 e 45 anos tem consequências como aumento do risco cardiovascular e de osteoporose, entre outros. Sem contar, claro, com a infertilidade

Última etapa do ciclo reprodutivo, a menopausa é esperada por volta dos 52 anos, embora possa acontecer, naturalmente, um pouco antes. Contudo, quando o fim do período fértil anuncia-se entre 40 e 45 anos, considera-se que a mulher entrou precocemente nessa fase. As causas são desconhecidas, mas se sugere que fatores ambientais, de estilo de vida e genéticos estejam por trás de um problema que afeta de 5% a 10% do mundo ocidental.
As mais de 85 mil mulheres foram acompanhadas ao longo de 11 anos, com questionários frequentes nos quais deviam informar hábitos alimentares e se já haviam entrado na menopausa. Depois de ajustar os fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo e índice de massa corporal, as cientistas descobriram que as que consumiam 6,5% das calorias diárias de proteína vegetal tinham 16% menos risco de entrar precocemente na menopausa do que aquelas cuja ingestão desse nutriente chegava ao máximo a 3,9% das calorias.

Os autores explicam que a literatura científica evidencia que um consumo elevado de proteína vegetal, em animais, está relacionado ao retardo da menopausa. Em uma dessas pesquisas, 61 fêmeas de macacos receberam uma dieta rica em proteína animal (caseína e albumina) ou vegetal (soja com isoflavonas). Depois de 32 meses de tratamento, os ovários daquelas que consumiram a soja tinham significativamente mais folículos que os das demais.

Investigações prévias com humanos também sugerem essa associação. Um estudo conduzido com 1.130 japonesas de 35 a 54 anos indicou que a ingestão de vegetais estava inversamente associada à incidência da menopausa ao longo de seis anos de acompanhamento. Essa foi a mesma constatação de uma pesquisa alemã realizada com 5,5 mil mulheres. Um outro estudo sobre composição dietética e infertilidade realizado nos Estados Unidos com mais de 1 mil participantes mostrou que aquelas com consumo excessivo de proteína animal tinham mais risco de se tornarem inférteis antes do tempo, enquanto que a substituição de 5% desse nutriente pelo de origem vegetal reduzia a chance em 50%.

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Pais mais velhos tendem a ter filhos ‘mais nerds’, diz pesquisa

Homens que se tornam pais mais tarde têm chance maior de ter um filho com traços típicos –e positivos– de “nerds” e “geeks”, diz um estudo recém-publicado no Reino Unido.

Esses meninos se tornam mais espertos, focados e menos preocupados em se enturmar, de acordo com artigo publicado por pesquisadores da Universidade King’s College de Londres no periódico “Translational Psychiatry”.

 

Curiosamente, a idade da mãe não teve impacto nos resultados, os quais parecem ser relevantes apenas para filhos do sexo masculino.

As descobertas estão entre as raras notícias positivas relacionadas a gestações tardias, comumente associadas à maior incidência de problemas genéticos, autismo e esquizofrenia.

Os pesquisadores analisaram resultados de testes feitos com 12 mil gêmeos britânicos de um amplo estudo que acompanha seu desenvolvimento –infância e adolescência– desde 1994, para entender quais fatores contribuem para a construção de sua individualidade.

“Nossa hipótese é de que QI alto, foco no assunto de interesse e algum grau de introspecção social provavelmente são benéficos em uma economia movida pelo conhecimento”, diz o artigo científico. Os que tiveram altas pontuações no ranking “geek” acabaram se saindo melhor na escola, sobretudo em temas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

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Grávida com mais de 45 anos? É possível, mesmo na menopausa

Só de ver essa ampulheta você sente angústia porque tem certeza de que é impossível engravidar com mais de 45 anos? Pois pode ir se acalmando. Eu mesma já tive pesadelos ao imaginar que nunca poderia engravidar se entrasse em menopausa precoce, como já contei aqui. Mas, acredite se puder, NEM A MENOPAUSA te impede de engravidar.

Para entender o assunto, eu fui pesquisar na internet um caso que me chamou muito a atenção alguns anos atrás: a gravidez da atriz Solange Couto, aos 54 (sim, cinquenta e quatro!) anos. E acabei me deparando com uma entrevista da doutora Silvana Chedid, ginecologista especialista em reprodução humana e diretora da Clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva.

Claro, quis descobrir a real com ela. Confira aqui alguns trechos de nossa entrevista exclusiva:

 

Cadê Meu Neném?: Os óvulos realmente estão acabando quando batemos na porta dos 40, 45 anos?

Silvana Chedid: A idade não é o único fator para se avaliar a reserva ovariana. Mulheres jovens, mas fumantes ou obesas, por exemplo, podem ter reserva pior que uma mulher de 40 anos. Existem vários fatores a analisar.

 

CMN: Quem tem poucos óvulos tem, necessariamente, óvulos ruins?

Silvana: Não. A quantidade e a qualidade são duas coisas diferentes. A reserva ovariana fala da quantidade de óvulos: a mulher vai ovular até esse estoque esgotar e depois entra na menopausa. Mas é verdade que a qualidade também tem uma queda exponencial com o passar do tempo.

 

CMN: Com quantos anos, mais especificamente?

Silvana: A qualidade começa a piorar a partir dos 28, 30 anos, mas isso se acentua a partir dos 35. Depois dos 40 anos, as chances de engravidar são mais baixas – tanto naturalmente quanto após um tratamento –, mas não são nulas.

 

CMN: Se a mulher engravida naturalmente após os 40 anos, precisa se preocupar com uma gestação de risco?

Silvana: Não necessariamente. Existe uma janela, entre 40 e 44 anos, de gestações de sucesso. Se a mulher tem um peso normal, não é hipertensa nem diabética e pratica atividades físicas, o fato de ter mais de 40 não significa que vai ser uma gravidez de risco. É mais uma questão de estilo de vida que de idade.

 

CMN: Como foi o caso da Solange Couto, grávida aos 54 anos?

Silvana: O caso dela foi fertilização in vitro com ovodoação, ou seja, doação de óvulos. Seria mesmo o único caminho possível. A menos que ela tivesse congelado seus óvulos quando fosse mais jovem, por volta dos 30 anos.

 

CMN: Nesse caso, mesmo que a mulher esteja na menopausa ou tenha mais de 45 anos ela pode engravidar, então?

Silvana: Exatamente. Já recomendamos o uso de óvulos doados a partir dos 43 anos. Aí, depois que o embrião tenha sido implantado com sucesso e se desenvolvido, a gestação costuma ser normal – a menopausa não faz nenhuma diferença nesse caso.

***Ficou curiosa para saber sobre congelamento e doação de óvulos? Na semana que vem vamos publicar a segunda parte da entrevista com a doutora Silvana e explicar direitinho o passo a passo para você seguir por estes caminhos e, sim, ficar grávida! Está imperdível.

 

 

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Estresse e Infertilidade

A inter-relação entre estresse e fertilidade vem sendo sugerida por dados da literatura científica há algum tempo. Esta semana foi publicada uma pesquisa na revista médica Human Reproduction que encaminha uma resposta para esta questão. O objetivo do estudo foi avaliar esta possível associação utilizando um marcador de estresse em mulheres: a enzima alfa-amilase, coletada da saliva de mulheres que estavam tentando engravidar. O fato desta enzima aumentar nas situações de estresse, e poder ser detectada na saliva, torna-a ideal para uso em estudos. Além disso, trabalhos recentes sugerem que os estresses psicológicos produzem um aumento mais pronunciado na alfa-amilase salivar, quando comparado com os estresses físicos.

As mulheres coletaram saliva para a dosagem do biomarcador por duas vezes. A primeira, quando o estudo iniciou e a segunda, no primeiro ciclo menstrual do período do estudo. Os casais foram acompanhados por 12 meses para observar se houve concepção. Os pesquisadores encontraram que as mulheres com a maior concentração da alfa-amilase na saliva tiveram uma probabilidade 29% menor de engravidar, quando comparadas com as mulheres com a menor concentração da enzima. Esta redução de fecundidade, representa um risco 2 vezes maior de infertilidade entre essas mulheres.

O mecanismo exato pelo qual o estresse afetaria a fecundidade não ficou esclarecido pelo trabalho.

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Dormir mal afeta a fertilidade masculina

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Medical Science Monitor, a forma como você dorme e a duração do sono, não apenas afetam o seu relacionamento, mas também têm uma influência sobre a sua fertilidade.

Os homens que dormem menos de seis horas por noite, que vão dormir após a meia-noite, ou que dormem mais de nove horas todos os dias, têm uma probabilidade maior de apresentar um esperma de baixa qualidade.

Esse estudo mostrou que esses homens apresentaram reduções significativas na contagem e mobilidade dos espermatozoides e taxas de sobrevivência mais baixas. Os pesquisadores analisaram também a produção de anticorpos anti espermatozóides no sêmen e encontraram uma presença muito maior desses anticorpos nos homens que não dormiram o suficiente. Estes anticorpos surgem naturalmente e podem causar problemas de fertilidade.

Não pense que você pode “colocar as coisas no lugar” dormindo durante o final de semana inteiro, pois os homens que dormiram mais de nove horas de sono também apresentaram uma redução na saúde geral de seus espermatozoides.

Novos estudos são necessários para entender as possíveis explicações e avaliar se a qualidade do esperma melhora, após intervenções para restaurar os padrões de sono. Nos casos em que for necessário, precisamos alertar os homens para que melhorem seu estilo de vida e possam proteger a sua fertilidade.

 

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Tabagismo também é responsável por causar infertilidade

No Dia Mundial de Combate ao Fumo, população deve ser alertada a respeito dos efeitos nocivos do cigarro ao aparelho reprodutor, tanto do homem quanto da mulher

No próximo dia 31 de Maio é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Fumo. Todos os fumantes sabem – ou deveriam saber – que o cigarro contém mais de 4000 componentes químicos, incluindo 43 carcinogênicos (que podem causar câncer). As pessoas em geral também têm consciência de que ele é responsável por diversos danos à saúde, principalmente por causar câncer no pulmão e doenças respiratórias. Já, quando se trata dos efeitos causados à fertilidade, muitos não sabem das consequências que o hábito de fumar traz aos casais que desejam ter filhos. Estudos recentes na área comprovam, por exemplo, que 13% da infertilidade feminina está relacionada ao tabagismo.

De acordo com Dra Silvana Chedid há diversas complicações que podem resultar em pacientes inférteis e que estão relacionadas ao tabagismo:

  • Nas mulheres: o cigarro é responsável por mudanças no ciclo reprodutivo, por alterações hormonais, por diminuir a reserva ovariana, pela diminuição das taxas de sucesso em tratamento de reprodução assistida e, ainda, pode ser prejudicial durante toda a gestação.
  • Nos homens: o fumo altera os sistemas de defesa dos espermatozoides contra oxidação, além de poder modificar parâmetros avaliados em espermogramas.

“O cigarro também tem um papel mutagênico, ou seja, é capaz de realizar mutações tanto no óvulo como no espermatozoide”, afirma Dra. Silvana Chedid.

O tabagismo está também ligado à perda gestacional, tanto em gravidez espontânea quanto na concepção após ciclos assistidos [procedimentos que são necessários em um tratamento de reprodução assistida]. Mulheres que fumam mais de 20 cigarros por dia têm quase quatro vezes mais chances de terem uma gravidez ectópica – que ocorre fora da cavidade uterina.

Outras pesquisas demonstram que os homens fumantes também podem ser bastante afetados: “é possível que haja redução na densidade, mobilidade e, até mesmo, na morfologia dos espermatozoides”, explica a doutora.