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Transplante de útero

Mulher com útero transplantado dá a luz pela 1ª vez nos EUA.

Os Estados Unidos registraram, pela primeira vez, o nascimento de um bebê saudável de uma mulher com útero transplantado.

A mãe, que nasceu sem útero, recebeu o órgão de uma doadora viva no ano passado no Centro Médico da Universidade Baylor em Dallas. Tal feito só havia sido realizado, até hoje, na Suécia.

transplante

 

Uma nova fronteira, os transplantes de útero são vistos como uma fonte de esperança para mulheres que não podem dar à luz porque nasceram sem útero ou tiveram que removê-lo devido a câncer ou outras doenças, ou ainda devido a complicações decorrentes do parto.

Desde 2014, outros oito bebês nasceram de mulheres que tiveram transplantes de útero, todos na Suécia, no Hospital Universitário Sahlgrenska em Gotemburgo.

Os transplantes devem ser temporários, apenas por tempo suficiente para que a mulher tenha um ou dois filhos e, em seguida, removido para que ela possa parar de tomar os medicamentos imunossurpresos necessários para evitar a rejeição do órgão.

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Óvulos escolhem espermatozóides

Uma das maiores certezas da ciência está sendo colocada à prova.

Um novo estudo realizado em Seattle, nos Estados Unidos, mostra que os óvulos escolhem os espermatozóides com a melhor carga genética para garantir que o embrião gerado a partir da fecundação seja o mais saudável possível.

O que a nova pesquisa sugere é que o óvulo escolhe o espermatozóide para a função de fertilizador e este tem que ter genes de boa qualidade para dar origem a descendentes fortes. Os cientistas também perceberam que os gametas masculinos não são recrutadores – ao contrário dos femininos, eles não têm habilidade de detectar genes ruins.

ESPERMATOZÓIDES

Para Joe Nadeau, pesquisador do Pacific Northwest Research Institute e líder da descoberta, a reprodução não é uma combinação aleatória de genes, porque em seus testes certos pareamentos se mostraram muito mais frequentes que outros. “É o equivalente a escolher um parceiro”, disse em entrevista à revista Quanta.

A teoria de Nadeau é que o óvulo pode dar preferência ou rejeitar espermatozoides com determinadas características genéticas. Essa noção coloca os gametas femininos como partes ativas no processo de reprodução, e deixa a seleção natural que acontece na fecundação ainda mais complexa.

Para chegar a essas conclusões, a equipe do cientista colocou ratos machos com genes normais para cruzar com fêmeas que carregavam um gene normal e outras com um gene com maiores chances de desenvolver câncer de testículo. As crias desse primeiro experimento nasceram com genes aleatórios, seguindo as leis de Mendel. Mas em uma segunda tentativa, Nadeau inverteu os “problemas”: colocou ratinhas saudáveis para reproduzirem com machos com a cópia do gene mutante. Quando os filhotes nasceram, apenas 27% apresentava o gene mutante do pai – o esperado era que 75% deles nascessem com a variação genética.

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Tratamento genético

Cientistas realizam edição genética dentro do corpo humano pela primeira vez

 
Pela primeira vez na história, cientistas estão se preparando para realizar edição genética dentro de um organismo humano vivo. Edição genética significa apagar ou destruir genes causadores de doenças. A terapia experimental tem como objetivo curar permanentemente doenças genéticas graves.
O paciente é Bryan Madeux, de 44 anos. Ao longo de sua vida, ele passou por 26 cirurgias devido a um distúrbio genético gravíssimo chamado síndrome de Hunter. Ele nasceu sem um gene que produz uma enzima para assimilar alguns tipos de carboidratos, fazendo com que eles se acumulem no organismo causando todos os tipos de problemas.
 
Até hoje, o único tratamento conhecido era caríssimo. Ele precisaria receber doses regulares da enzima, o que, nos Estados Unidos, poderia custar entre US$ 100 mil e US$ 400 mil por ano, segundo estimativa relatada pela Associated Press. Ainda assim, essa terapia apenas garante que não haja mais estragos e não soluciona os problemas já existentes e também não impede a deterioração do cérebro.
 
A edição genética, no entanto, se apresenta como uma solução possível para atacar o problema de uma forma mais definitiva. Os pesquisadores da Sangamo Therapeutics injetaram em Madeux um vírus contendo material para edição de genes, com a expectativa de que eles modifiquem o DNA nas células do paciente. Estima-se que apenas 1% das células de seu fígado precisem ser alteradas para que o órgão seja capaz de produzir as enzimas de que ele sempre necessitou.
 
Tratamentos com edição genética não são totalmente novos, mas o método é único. Até hoje, cientistas extraíam células imunes, editavam externamente e devolviam ao corpo para combater uma condição, como câncer de pulmão. O tratamento de Madeux, no entanto, é o primeiro a fazer isso diretamente no interior do corpo humano.
 
Para concretizar essa missão, a Sangamo usou uma técnica chamada de nuclease de dedo de zinco, que é capaz de encontrar no código genético de uma célula a localização precisa para fazer um “corte”. O vírus contém também pedaços do gene ausente, injetado no DNA por meio de sistemas de reparação genética presentes no organismo, preenchendo o espaço onde o “corte” foi feito.
TRATAMENTO GENÉTICO
 
A terapia é peculiar, porque altera de forma permanente o DNA do paciente, e, no passado, o tratamento genético já causou problemas aos pacientes, injetando genes em locais não desejados. No entanto, o método da nuclease de dedo de zinco e a alternativa CRISPR têm como objetivo mitigar esse risco. Além disso, o vírus injetado em Madeux também é projetado para se manter longe das células reprodutivas (óvulos e espermatozoides) para que a alteração não seja passada para seus filhos no caso de o paciente vir a ter filhos.
 
Agora a questão é saber se o tratamento terá resultados. A expectativa é que já seja possível observar se houve sucesso ou não dentro de um período de três meses.
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Doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica (DIP) engloba o conjunto de doenças inflamatórias do trato genital feminino superior: útero, trompas e ovários. Atinge a mulher jovem ao redor dos 20 anos, 35 anos

É a complicação mais comum e mais séria da doença sexualmente transmissível, causando altos índices de gravidez ectópica (fora do útero), dor pélvica crônica e infertilidade.

Como se adquire a DIP?

A causa mais comum é a transmissão sexual , mas também pode surgir após procedimentos ou eventos ginecológicos, como:

  •  parto
  •  aborto
  •  inserção de um DIU (dispositivo intra-uterino) para contracepção,
  •  biópsia de endométrio
  •  histeroscopia
  •  curetagem uterina

As bactérias mais freqüentemente envolvidas na DIP são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhea, entretanto, bactérias da flora vaginal normal podem estar presentes.

O que se sente?

Os sintomas mais comuns são:

Corrimento vaginal (leucorréia) usualmente com coloração, odor e consistência alterada e dor abdominal baixa, não deveria ter um destaque separado desde que é o principal sintoma ? Que se iniciam logo após o período menstrual.

Pode ocorrer febre, calafrios, dor durante a relação sexual ou sangramento menstrual irregular.É importante diferenciar de outras doenças que causam sintomas similares, como apendicite aguda e gravidez ectópica.

DIP

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico inclui o exame físico, no qual se determina a presença e as características do corrimento, dor à palpação abdominal e dor à palpação e mobilização do útero. Alguns exames laboratoriais como hemograma, teste de gravidez (hCG), pesquisa de clamídia e gonococo, E.Q.U, exame a fresco do conteúdo vaginal, bem como ecografia pélvica auxiliam na confirmação do diagnóstico.

Como é o tratamento da DIP?

O tratamento da DIP não complicada deve ser no âmbito ambulatorial com o uso de antibióticos e acompanhamento regular da paciente.

A DIP complicada requer hospitalização e terapêutica antibiótica endovenosa seguida por complementação oral.

O parceiro sexual sempre deverá ser tratado.

Prevenção

A prevenção inclui a necessidade de comportamento sexual seguro, estimulando o uso de preservativos e de anticoncepção efetiva.

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Novo medicamento

Um novo medicamento para indução de ovulação para tratamentos de Reprodução Assistida acabou de ser aprovado pela ANVISA.

O produto tem como princípio ativo a substância deltafolitropina e é uma versão recombinante do hormônio que estimula o ovário para a produção de folículos, que são necessários para a existência de uma gravidez.

medicamento

O produto é o Rekovelle® que tem como princípio ativo a substância deltafolitropina. O produto é uma versão recombinante do hormônio que estimula o ovário para a produção de folículos.

O hormônio folículo estimulante humano (FSH) estimula o ovário para o desenvolvimento, crescimento e maturação folicular, assim como a produção de esteróides gonadais em mulheres.

Indicação da deltafolitropina

O produto Rekovelle® (deltafolitropina) foi aprovado com a seguinte indicação terapêutica: “Estimulação ovariana controlada para desenvolvimento de folículos múltiplos em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida (TRA), como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI)”.

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Descoberta

Descoberta de gene fundamental para gravidez

Pesquisadores usaram a tecnologia de edição de genoma (CRISPR / Cas9) para mostrar o papel de um gene importantíssimo para o desenvolvimento de embriões humanos. Essa descoberta ajudará a entender melhor o desenvolvimento inicial dos embriões e, consequentemente, aumentar as taxas de sucesso dos tratamentos de fertilização in vitro.

 

As técnicas de edição do genoma foram usadas para impedir que um gene chave produza uma proteína chamada OCT4, que normalmente se torna ativa nos primeiros dias do desenvolvimento do embrião humano. Depois que o ovo é fertilizado, ele se divide em até cerca de sete dias e forma uma bola de, em média, 200 células chamada ‘blastocisto’. O estudo descobriu que os embriões humanos precisam de OCT4 para formar corretamente um blastocisto. Este gene é crucial para o desenvolvimento de embriões humanos.

descoberta

Uma maneira de descobrir o que um gene faz no embrião em desenvolvimento é ver o que acontece quando não está funcionando. O conhecimento dos genes fundamentais que os embriões precisam para se desenvolver com sucesso é fundamental para melhorar as taxas de sucesso dos tratamentos de FIV (fertilização in vitro) e compreender algumas causas das falhas na gravidez.

As pesquisas utilizaram embriões de camundongos e células estaminais embrionárias humanas antes de iniciar o trabalho direto em embriões humanos. Para inativar o OCT4, eles usaram uma técnica de edição chamada CRISPR / Cas9 para mudar o DNA de 41 embriões humanos, os quais foram analisados.

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Outubro Rosa

No mês em que alertamos quanto à prevenção do câncer de mama, é importante salientarmos quais são os principais fatores de risco para a doença: a idade (> 50 anos), história familiar (primeiro ou segundo grau direto) ou pessoal: ausência de filhos, primeira gravidez após os 30 anos, uso de hormônios externos, consumo de álcool, doença mamária prévia, radiação torácica e obesidade.

O câncer de mama representa o principal tipo de câncer na mulher, mas apresenta um bom índice de cura quando diagnosticado em sua fase precoce.

Nem sempre o câncer de mama aparece como uma massa ou tumoração palpável. Outros sintomas menos frequentes constituem o endurecimento mamário, a presença de secreção pelo mamilo e o aparecimento de gânglios axilares. Geralmente o tumor se inicia na mama, pode atingir a axila e até mesmo aparecer em outros órgãos, fato que chamamos de metástases. A extensão do tumor determina a forma de tratamento.

outubro

Prevenção

A principal maneira de se prevenir o câncer de mama, além do auto exame, é a realização da mamografia. Esse exame favorece o diagnóstico precoce e a elevação nas taxas de cura. Assim sugere-se a realização do exame de mamografia de maneira regular (anualmente) a partir dos 40 anos de idade.

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Preservação da fertilidade

O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente nas mulheres e cada vez acomete mais mulheres jovens.

Muitos dos esquemas de quimioterapia usados para o tratamento desse tipo de câncer podem levar à esterilidade. Alguns quimioterápicos são tóxicos para os ovários e podem induzir à uma falência ovariana prematura (menopausa precoce). Para garantir a preservação da fertilidade em mulheres jovens com câncer de mama existe a técnica de congelamento dos óvulos. Além da grande possibilidade de superar o câncer quando a doença é detectada precocemente esse diagnóstico não deve impedir os planos de futuro e inclusive é bom ter esta perspectiva para encarar o tratamento com mais forças.

preservação

A Preservação da fertilidade deve ser pensada sempre com orientação e apoio do oncologista, que avalia as possibilidades e tempo disponível antes de iniciar o tratamento. Existem várias alternativas para as mulheres, são elas: Vitrificação de óvulos, criopreservação do córtex ovariano e transposição de ovários.  A mais utilizada é a Vitrificação de óvulos.

A Vitrificação de óvulos permite que os óvulos maduros conseguidos após a estimulação ovariana sejam criopreservados para utilização posterior quando a paciente tiver a alta do oncologista com o mesmo prognóstico que se tinha no momento de serem vitrificados. Devido à ausência de formação de cristais de gelo, as taxas de sobrevivência dos óvulos são elevadas, permitindo postergar a maternidade para após o final do tratamento para o câncer.

A criopreservação do córtex ovariano é outra técnica de preservação da fertilidade que têm conseguido diversos nascimentos a nível mundial. Esta técnica permitiria restabelecer a função ovariana, com o que, inclusive, a possibilidade de conseguir gestações espontâneas, além disso, ao ter níveis hormonais normais, se evita efeitos secundários próprios de uma menopausa precoce (osteoporose, calores, risco cardiovascular).

A transposição de ovários é uma técnica de preservação da fertilidade que consiste em afastar os ovários do campo de irradiação para evitar a exposição direta dos mesmos à radioterapia, e evitar assim o dano considerável que esta pode provocar nas gônadas quando se encontram no campo de radiação.

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Doação de Órgãos

Hoje comemoramos o Dia Internacional da Doação de Órgãos.

A doação de órgãos é, acima de tudo, um ato de amor, que permite devolver a vida à pessoas que sofrem com as mais diversas doenças.

A doação de óvulos é também um ato de amor. É o processo através do qual uma mulher recebe óvulos de uma doadora para poder realizar o desejo da maternidade. Esse óvulo doado é fertilizado e transplantado para o útero da mulher. Esse processo permite à mulheres com menopausa precoce ou mulheres que perderam seus ovários por câncer realizarem seu sonho de serem mães. Se você tiver menos de 35 anos e for saudável poderá ser uma doadora de óvulos!

Como é o procedimento?

Os óvulos da doadora são unidos aos espermatozoides do casal receptor para obter embriões; estes serão transferidos para a receptora através de um tratamento de Fertilização in Vitro para obter a gestação. Desta forma, a ovodoação torna possível o milagre da vida em mulheres que, de outra maneira, não poderiam ter filhos.

óvulos

Para quem é indicado ?

Mulheres em idade avançada
• Mulheres com falência ovariana devido a menopausa
• Mulheres que não podem utilizar seus próprios óvulos, ou pela baixa qualidade dos mesmos ou por doenças hereditárias que não podem ser detectadas através das técnicas de PGD (Diagnóstico Genético Pré implantacional ).
• Mulheres com fracassos repetidos de Fecundação in Vitro
• Mulheres que tiveram abortos

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GLIM

A nova técnica de microscopia 3D chamada de GLIM permite capturar o interior de amostras espessas controlando-se a distância que a luz percorre através da amostra.

Uma nova técnica de microscopia que capta imagens 3-D de embriões vivos desenvolvida para uso em bovinos, vai ajudar a determinar a viabilidade embrionária antes da fertilização in vitro em humanos, dizem os cientistas da universidade de Illinois (EUA).

O novo método, chamado microscópio por interferência de gradiente de luz (GLIM), resolve problemas encontrados pelas técnicas hoje utilizadas incluindo a capacidade de capturar imagens de amostras multicelulares de grande espessura. O objetivo é descobrir quais embriões são mais viáveis.

Microscopia biomédica

microscopia

Na maioria das técnicas de microscopia biomédica, a luz é disparada através de fatias muito finas de tecido para produzir uma imagem. Ainda assim, a imagem fica desfocada devido à reflexão da luz entre as superfícies da amostra. Métodos alternativos usam marcadores químicos ou físicos que permitem localizar um objeto específico dentro de uma amostra mais espessa, mas esses marcadores podem ser tóxicos para o tecido vivo.

Isso permite produzir imagens de múltiplas profundidades, que são então compostas por um programa de computador para formar uma única imagem 3-D.

Este novo método de microscopia permite ver toda a imagem, como um modelo tridimensional de todo o embrião ao mesmo tempo. O grupo de pesquisadores que desenvolveu a técnica pretende começar imediatamente a estudar a sua utilização em casos de reprodução assistida humana. Essas imagens podem dar informações sobre a saúde dos embriões, ajudando os médicos responsáveis pela reprodução assistida a selecionar aqueles que são mais susceptíveis de levar a uma gravidez bem-sucedida.