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Endometriose: diagnóstico precoce e atenção multidisciplinar são fundamentais

O tratamento da endometriose depende de alguns fatores: estágio da doença, local onde a endometriose se instalou, sintomas e desejo de engravidar

A endometriose afeta cerca de seis milhões de brasileiras. Trata-se do crescimento, fora do útero, do endométrio – tecido que recobre a superfície interna do útero. Em estágios avançados, a doença chega a ser bastante incapacitante.

Sendo assim, diagnóstico precoce e atendimento multidisciplinar são requisitos fundamentais para melhor abordagem terapêutica. O tecido endometrial pode crescer na cavidade pélvica e infiltrar ovários (endometriomas), trompas, regiões retrocervical e retrouterina (posteriores ao colo e corpo do útero), vagina, intestino, bexiga e parede abdominal.

O endométrio que está fora da cavidade uterina também é sujeito aos efeitos hormonais ao longo do ciclo menstrual, podendo provocar alterações inflamatórias nesses locais e promover aderências entre os órgãos, além de cólicas menstruais, dor pélvica e dor à relação sexual. A endometriose tem tratamento e quanto mais cedo for iniciado melhor o prognóstico reprodutivo da mulher

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Reino Unido concede primeira licença para fecundação de “três pais”

O órgão regulador de fertilização humana do Reino Unido concedeu no dia 16/3/2017 ao Centro de Fertilidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, a primeira licença para a utilização do método de fecundação de bebês nascidos a partir do DNA de três progenitores. A técnica havia sido aprovada legalmente no país em 2015, mas em caráter provisório e recebeu aprovação definitiva em dezembro de 2016.

A técnica de reprodução assistida utiliza o DNA de três progenitores diferentes – pai, mãe e uma doadora – permitindo que casais com mutações genéticas raras possam gerar filhos saudáveis. Consiste em se realizar a fertilização do óvulo da mãe e de uma doadora com o esperma do pai. Os núcleos são retirados antes que os óvulos fertilizados comecem a se dividir, descartando-se em seguida o da doadora e substituindo-o pelo da mãe.

O feto terá uma quantidade mínima de DNA da doadora, mas os elementos que definem as características físicas serão os dos pais. A técnica somente poderá ser aplicada se houver risco de o bebê desenvolver uma doença mitocondrial a qual pode ser devastadora para famílias afetadas.

Por Deutsche Welle Fonte: G1 – RJ (17/03/2017)

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FALTA DE RELAÇÃO ESTÁVEL E CARREIRA MOTIVAM MULHERES A PRESERVAR A FERTILIDADE

A partir dos 40 anos as possibilidades de engravidar com óvulos próprios são inferiores a 5%.
Mulheres que ainda não encontraram o parceiro ideal para ter filhos ou estão em um momento difícil para engravidar, cada vez mais têm investido em congelar seus óvulos.
Esta iniciativa, que pode ser considerada uma prevenção para uma possível perda da fertilidade, ajuda também a reduzir a pressão de ter que engravidar o mais rápido possível.
O congelamento de óvulos, também conhecido como vitrificação, utiliza nitrogênio líquido para conservar os óvulos a uma temperatura de -196º depois de tratá-los com uma substância crioprotetora. A técnica era principalmente utilizada por motivos médicos, por exemplo, antes do tratamento contra o câncer, que afeta a fertilidade. Atualmente mulheres que por motivos diversos terão que postergar o plano de gravidez tem procurado a preservação de seus óvulos.  “Hoje em dia os resultados da vitrificação tanto em termos de sobrevivência de óvulos, quanto em chances de gravidez através de tratamento de reprodução humana assistida são equivalentes”, explica Dra. Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora da Chedid Grieco Medicina Reprodutiva. “Vários estudos têm comprovado que os óvulos congelados e os óvulos frescos possuem o mesmo potencial de sucesso na Fertilização In Vitro”, conclui a Dra Silvana.

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Justiça condena plano de saúde a custear procedimento de fetilização

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou Bradesco Saúde S/A a autorizar e custear procedimentos de fertilização in vitro para um casal com infertilidade. De acordo com a decisão, a seguradora terá que arcar com o tratamento, que custa cerca de R$ 20 mil, no prazo de 10 dias sob pena de multa diária em caso de descumpimento. A defesa alegou que o procedimento não está previsto na cobertura do plano e nem nos procedimentos de saúde editados pela Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS).

A advogada que representou o casal, afirma que os clientes têm direito não somente ao tratamento da infertilidade como também ao planejamento familiar conforme previsto no Código Civil, na Constituição Federal e também na legislação que rege as operadoras de planos de saúde (Lei 9.656/98). “A infertilidade é doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), razão pela qual entendemos que seu tratamento faz jus à cobertura.
O desembargador Josaphá Francisco dos Santos, responsável pelo caso, concedeu o pedido de tutela de urgência para o início imediato ao tratamento. Dada a idade avançada da esposa (35 anos), havia o risco de agravamento da doença e de a infertilidade do casal tornar-se permanente.

Fonte: Correio Braziliense – DF (08/03/2017)

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Endocrinologia e Reprodução Humana

Endocrinologia e Reprodução Humana: Parentes Próximas

A Endocrinologia é a área da Medicina que estuda o funcionamento das glândulas, órgãos do nosso corpo que produzem hormônios, substâncias liberadas na corrente sanguínea para agir em outros órgãos regulando o funcionamento deles.

Endocrinologia: Veja algumas alterações no funcionamento de glândulas que podem afetar a fertilidade.

–  Falha na produção do LH e FSH, hormônios da hipófise que estimulam os ovários.
–  Aumento ou diminuição do funcionamento da tireóide ( hiper e hipotireoidismo respectivamente ), glândula localizada no pescoço que regula o metabolismo em geral.

Alterações do peso corporal também interferem na fertilidade: mulheres excessivamente magras (anorexia) não ovulam, pois nesta situação o organismo começa a poupar energia e a ovulação passa a ser considerada como uma função supérflua. A obesidade, por mecanismo não totalmente conhecido, também leva a irregularidade menstrual e anovulação.

Portanto, é fundamental que seja feita uma avaliação endocrinológica em toda mulher que necessita de tratamento para engravidar.

Já não é preciso usar vários embriões

Depois da revolução provocada pela inglesa Louise Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo, nascida em 1978, os principais avanços médicos da fertilização in vitro ocorreram na última década. O investimento em pesquisa é alto já que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infertilidade é um problema que afeta de 8% a 15% dos casais do mundo. No Brasil, estima-se que mais de 278 mil casais tenham dificuldade para gerar um filho em algum momento de sua idade fértil.

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