, , , ,

Transplante de útero

Mulher com útero transplantado dá a luz pela 1ª vez nos EUA.

Os Estados Unidos registraram, pela primeira vez, o nascimento de um bebê saudável de uma mulher com útero transplantado.

A mãe, que nasceu sem útero, recebeu o órgão de uma doadora viva no ano passado no Centro Médico da Universidade Baylor em Dallas. Tal feito só havia sido realizado, até hoje, na Suécia.

transplante

 

Uma nova fronteira, os transplantes de útero são vistos como uma fonte de esperança para mulheres que não podem dar à luz porque nasceram sem útero ou tiveram que removê-lo devido a câncer ou outras doenças, ou ainda devido a complicações decorrentes do parto.

Desde 2014, outros oito bebês nasceram de mulheres que tiveram transplantes de útero, todos na Suécia, no Hospital Universitário Sahlgrenska em Gotemburgo.

Os transplantes devem ser temporários, apenas por tempo suficiente para que a mulher tenha um ou dois filhos e, em seguida, removido para que ela possa parar de tomar os medicamentos imunossurpresos necessários para evitar a rejeição do órgão.

, , , ,

Tratamento genético

Cientistas realizam edição genética dentro do corpo humano pela primeira vez

 
Pela primeira vez na história, cientistas estão se preparando para realizar edição genética dentro de um organismo humano vivo. Edição genética significa apagar ou destruir genes causadores de doenças. A terapia experimental tem como objetivo curar permanentemente doenças genéticas graves.
O paciente é Bryan Madeux, de 44 anos. Ao longo de sua vida, ele passou por 26 cirurgias devido a um distúrbio genético gravíssimo chamado síndrome de Hunter. Ele nasceu sem um gene que produz uma enzima para assimilar alguns tipos de carboidratos, fazendo com que eles se acumulem no organismo causando todos os tipos de problemas.
 
Até hoje, o único tratamento conhecido era caríssimo. Ele precisaria receber doses regulares da enzima, o que, nos Estados Unidos, poderia custar entre US$ 100 mil e US$ 400 mil por ano, segundo estimativa relatada pela Associated Press. Ainda assim, essa terapia apenas garante que não haja mais estragos e não soluciona os problemas já existentes e também não impede a deterioração do cérebro.
 
A edição genética, no entanto, se apresenta como uma solução possível para atacar o problema de uma forma mais definitiva. Os pesquisadores da Sangamo Therapeutics injetaram em Madeux um vírus contendo material para edição de genes, com a expectativa de que eles modifiquem o DNA nas células do paciente. Estima-se que apenas 1% das células de seu fígado precisem ser alteradas para que o órgão seja capaz de produzir as enzimas de que ele sempre necessitou.
 
Tratamentos com edição genética não são totalmente novos, mas o método é único. Até hoje, cientistas extraíam células imunes, editavam externamente e devolviam ao corpo para combater uma condição, como câncer de pulmão. O tratamento de Madeux, no entanto, é o primeiro a fazer isso diretamente no interior do corpo humano.
 
Para concretizar essa missão, a Sangamo usou uma técnica chamada de nuclease de dedo de zinco, que é capaz de encontrar no código genético de uma célula a localização precisa para fazer um “corte”. O vírus contém também pedaços do gene ausente, injetado no DNA por meio de sistemas de reparação genética presentes no organismo, preenchendo o espaço onde o “corte” foi feito.
TRATAMENTO GENÉTICO
 
A terapia é peculiar, porque altera de forma permanente o DNA do paciente, e, no passado, o tratamento genético já causou problemas aos pacientes, injetando genes em locais não desejados. No entanto, o método da nuclease de dedo de zinco e a alternativa CRISPR têm como objetivo mitigar esse risco. Além disso, o vírus injetado em Madeux também é projetado para se manter longe das células reprodutivas (óvulos e espermatozoides) para que a alteração não seja passada para seus filhos no caso de o paciente vir a ter filhos.
 
Agora a questão é saber se o tratamento terá resultados. A expectativa é que já seja possível observar se houve sucesso ou não dentro de um período de três meses.
, , , , ,

Doença inflamatória pélvica

A doença inflamatória pélvica (DIP) engloba o conjunto de doenças inflamatórias do trato genital feminino superior: útero, trompas e ovários. Atinge a mulher jovem ao redor dos 20 anos, 35 anos

É a complicação mais comum e mais séria da doença sexualmente transmissível, causando altos índices de gravidez ectópica (fora do útero), dor pélvica crônica e infertilidade.

Como se adquire a DIP?

A causa mais comum é a transmissão sexual , mas também pode surgir após procedimentos ou eventos ginecológicos, como:

  •  parto
  •  aborto
  •  inserção de um DIU (dispositivo intra-uterino) para contracepção,
  •  biópsia de endométrio
  •  histeroscopia
  •  curetagem uterina

As bactérias mais freqüentemente envolvidas na DIP são a Chlamydia trachomatis e a Neisseria gonorrhea, entretanto, bactérias da flora vaginal normal podem estar presentes.

O que se sente?

Os sintomas mais comuns são:

Corrimento vaginal (leucorréia) usualmente com coloração, odor e consistência alterada e dor abdominal baixa, não deveria ter um destaque separado desde que é o principal sintoma ? Que se iniciam logo após o período menstrual.

Pode ocorrer febre, calafrios, dor durante a relação sexual ou sangramento menstrual irregular.É importante diferenciar de outras doenças que causam sintomas similares, como apendicite aguda e gravidez ectópica.

DIP

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico inclui o exame físico, no qual se determina a presença e as características do corrimento, dor à palpação abdominal e dor à palpação e mobilização do útero. Alguns exames laboratoriais como hemograma, teste de gravidez (hCG), pesquisa de clamídia e gonococo, E.Q.U, exame a fresco do conteúdo vaginal, bem como ecografia pélvica auxiliam na confirmação do diagnóstico.

Como é o tratamento da DIP?

O tratamento da DIP não complicada deve ser no âmbito ambulatorial com o uso de antibióticos e acompanhamento regular da paciente.

A DIP complicada requer hospitalização e terapêutica antibiótica endovenosa seguida por complementação oral.

O parceiro sexual sempre deverá ser tratado.

Prevenção

A prevenção inclui a necessidade de comportamento sexual seguro, estimulando o uso de preservativos e de anticoncepção efetiva.

, , ,

A técnica de edição genética CRISPR-Cas9

Pela primeira vez nos Estados Unidos, cientistas usaram a técnica de edição genética CRISPR-Cas9 para modificar embriões humanos.

O objetivo era corrigir uma mutação no gene MYBPC3, responsável por uma doença chamada cardiomiopatia hipertrófica.
A técnica CRISPR-Cas9 foi aplicada no ser humano pela primeira vez e “consertou” o DNA de 56% dos embriões testados.

Os embriões serão descartados: a legislação da maior parte dos países proíbe a gestação de bebês geneticamente modificados. Mas o sucesso no laboratório é um marco histórico para a Medicina.

A cardiomiopatia hipertrófica afeta uma em cada 500 pessoas, e é a principal causa de morte repentina entre atletas jovens.

O que é CRISPr-Cas9?

CRISPR-Cas9 é o nome de uma dupla de proteínas que picotam o DNA do cromossomo como uma tesoura.

A técnica enfrenta dois problemas práticos. Um é garantir que todas as células do organismo que está passando pela terapia sejam modificadas uniformemente – não adianta curar só metade do embrião. Outro é evitar efeitos colaterais. Uma molécula de DNA é feita de longas sequências de bases nitrogenadas – as famosas letras A, T, C e G. Se um gene com uma mutação tiver uma sequência de letras muito parecida com a de um gene saudável, a proteína pode errar o alvo, causando alterações imprevisíveis e potencialmente perigosas no material genético.
Os cientistas conseguiram evitar o segundo problema – de longe o mais perigoso – no estudo do último dia 2 de agosto. Essa técnica abre todo um novo e fascinante caminho na Medicina Reprodutiva que é o tratamento do embrião, antes dele ser recolocado no útero materno.

Dr. Hélio Halpern

  • Dr. Hélio Halpern, cursou a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
  • Doutor em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
  • Título de especialista em Anestesiologia pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia, da qual é membro ativo.
  • Título de especialista em Anestesiologia pela Associação Médica Brasileira. Título Superior em Anestesiologia pela Sociedade Brasileira de
  • Anestesiologia. Membro afiliado da Sociedade Americana de Anestesiologia (American Society of Anesthesiologists). Membro da Sociedade de
  • Anestesia e Terapia Intensiva Neurocirúrgica (Society of Neurosurgical Anesthesia and Intensive Care). Membro da Sociedade Internacional de
  • Pesquisa em Anestesia ( Internacional Anesthesia Research Society). Membro da Sociedade de Anestesia Cardiovascular (Society of Cardiovascular Anesthesiology).

medicos@chedidgrieco.com.br

Dr. Fábio Ikeda

  • Dr. Fábio Ikeda, formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
  • Residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com estágio de Complementação
  • Especializada em Ginecologia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. (HC-FMUSP)
  • Mestre em Medicina pelo Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São
  • Paulo.
  • Título de Especialista em Obstetrícia e Ginecologia, concedido pelo FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).
  • Diploma brasileiro de Laparoscopia, concedido pelo FEGOB (Federação de Endoscopia em Ginecologia e Obstetrícia Brasileira).
  • Certificado de Área de Atuação em Laparoscopia pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).
  • Certificado de Área de Atuação em Histeroscopia pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia).
,

Dra. Silvana Chedid

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1986), fez Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da mesma faculdade (1987-89).

Especializou-se em Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica no Centro de Medicina Reprodutiva da Universidade Livre de Bruxelas na Bélgica (1990-92). Lá, participou do grupo que desenvolveu a técnica de ICSI (Intracytoplasmic Sperm Injection ou Injeção intracitoplasmática de Espermatozóide) que revolucionou os tratamentos de Reprodução Assistida, introduzindo a técnica no Brasil quando de sua volta em 1992.

Defendeu tese de doutorado na Faculdade de Medicina da USP sobre Fertilização “in vitro” (1996). Escreveu vários artigos em revistas científicas nacionais e estrangeiras. Em 1998 publicou o livro “Infertilidade” e em 2015 publicou o livro “A Mágica dos Gêmeos e Trigêmeos”.

Por 15 anos dirigiu o CEPERH (Centro de Endoscopia Pélvica e Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo).
Desde 2002 dirige a Clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva. Em 2012 concretizou parceria com o IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade).
Participa de vários projetos de pesquisa sobre a infertilidade conjugal. Sua principal área de pesquisa atualmente é no Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP onde estuda as influências da poluição sobre a fertilidade feminina.

É membro das Sociedades Americana e Européia de Reprodução Humana. É membro também da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, sendo palestrante convidada nos principais eventos científicos na área.

chedid@chedidgrieco.com.br

chedidsilvana@gmail.com