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Falha de implantação

Os tratamentos de fertilização in vitro (FIV) são cada vez mais comuns, porém a falha de implantação dos embriões ainda é algo que pode ocorrer.

Em algumas mulheres esse problema ocorre repetidas vezes, o que chamamos de “falha de implantação recorrente”. Estas questões representam um desafio para clínicos e cientistas e afeta quase 10% das mulheres que realizam a FIV. Durante o 33º Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana realizado este mês, na Suíça, a influência da imunologia na reprodução humana foi um dos temas em destaque. É um assunto abordado com frequência e de extrema relevância.

No Congresso, pesquisadores do Reino Unido, fizeram um estudo comparando a prevalência de testes imunológicos alterados em mulheres com e sem falha de implantação recorrente. Eles concluíram que tais alterações eram mais presentes naquelas mulheres com mais falhas em tratamentos de reprodução e que eram limitadas as evidências científicas para realizarem os tratamentos.
Precisamos avançar nos estudos da imunologia no que se refere à reprodução humana.
A base do tratamento das pacientes com falha de implantação ainda é a formação de um bom embrião e a colocação deste em um bom endométrio com características favoráveis para a gestação.

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Reino Unido concede primeira licença para fecundação de “três pais”

O órgão regulador de fertilização humana do Reino Unido concedeu no dia 16/3/2017 ao Centro de Fertilidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, a primeira licença para a utilização do método de fecundação de bebês nascidos a partir do DNA de três progenitores. A técnica havia sido aprovada legalmente no país em 2015, mas em caráter provisório e recebeu aprovação definitiva em dezembro de 2016.

A técnica de reprodução assistida utiliza o DNA de três progenitores diferentes – pai, mãe e uma doadora – permitindo que casais com mutações genéticas raras possam gerar filhos saudáveis. Consiste em se realizar a fertilização do óvulo da mãe e de uma doadora com o esperma do pai. Os núcleos são retirados antes que os óvulos fertilizados comecem a se dividir, descartando-se em seguida o da doadora e substituindo-o pelo da mãe.

O feto terá uma quantidade mínima de DNA da doadora, mas os elementos que definem as características físicas serão os dos pais. A técnica somente poderá ser aplicada se houver risco de o bebê desenvolver uma doença mitocondrial a qual pode ser devastadora para famílias afetadas.

Por Deutsche Welle Fonte: G1 – RJ (17/03/2017)

Cientistas desenvolvem primeiro embrião ‘artificial’

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Organismo foi criado a partir de células-tronco de rato.

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, criaram o primeiro embrião artificial da história, avanço que ajudará a descobrir a origem de muitas doenças que surgem nas fases iniciais do desenvolvimento.

Publicado pela revista “Science”, o estudo conseguiu fazer células-tronco de rato se juntarem e organizarem espontaneamente em uma estrutura tridimensional similar a um embrião “natural”.

O experimento reproduziu exatamente todas as fases do desenvolvimento embrionário, algo até então inédito na ciência. Comparado com um embrião normal, o artificial seguiu o mesmo percurso em seu crescimento e mostrou ser completo em todos os aspectos, inclusive na formação das células germinativas, que dão origem a espermatozoides e oócitos. Até então, as tentativas de desenvolver um embrião em laboratório fracassaram porque utilizavam apenas células-tronco destinadas a formar o organismo, mas não aquelas do tecido que o nutre e do qual nasce a placenta.

Contudo, apesar do avanço, pesquisadores avaliam que é improvável que o embrião artificial possa dar origem a um feto saudável, já que para isso seria necessária a utilização de células-tronco para a formação do saco vitelínico, que é indispensável à nutrição do embrião.

“Ter à disposição um embrião artificial é um passo adiante para conhecer as bases relativas aos primeiros estágios da vida e para reduzir ao mínimo o uso de animais em laboratórios”, comentou o geneticista italiano Edoardo Boncinelli.

Dra. Silvana Chedid
CRM 57672