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Endometriose: diagnóstico precoce e atenção multidisciplinar são fundamentais

O tratamento da endometriose depende de alguns fatores: estágio da doença, local onde a endometriose se instalou, sintomas e desejo de engravidar

A endometriose afeta cerca de seis milhões de brasileiras. Trata-se do crescimento, fora do útero, do endométrio – tecido que recobre a superfície interna do útero. Em estágios avançados, a doença chega a ser bastante incapacitante.

Sendo assim, diagnóstico precoce e atendimento multidisciplinar são requisitos fundamentais para melhor abordagem terapêutica. O tecido endometrial pode crescer na cavidade pélvica e infiltrar ovários (endometriomas), trompas, regiões retrocervical e retrouterina (posteriores ao colo e corpo do útero), vagina, intestino, bexiga e parede abdominal.

O endométrio que está fora da cavidade uterina também é sujeito aos efeitos hormonais ao longo do ciclo menstrual, podendo provocar alterações inflamatórias nesses locais e promover aderências entre os órgãos, além de cólicas menstruais, dor pélvica e dor à relação sexual. A endometriose tem tratamento e quanto mais cedo for iniciado melhor o prognóstico reprodutivo da mulher

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Menopausa precoce: veja principais sintomas e causas

Falência dos ovários pode acontecer mais cedo do que o habitual.

Irregularidade menstrual, ondas de calor, diminuição da libido, secura vaginal, alterações de humor e infertilidade são alguns sintomas conhecidos da menopausa. Mas, quando esses mesmos sinais acontecem antes dos 45 anos de idade, pode ser indício de um quadro chamado de menopausa precoce, um problema para mulheres que ainda pretendem engravidar. Para esta recomenda-se a fertilização in vitro com óvulos doados, procedimento legal e com excelentes resultados.
Algumas mulheres só passam a se preocupar com isso quando param de tomar anticoncepcional e tentam engravidar, porém, o uso deste contraceptivo pode mascarar o problema.
Podemos listar entre as principais causas do problema: doenças autoimunes, como tireoidite de Hashimoto, tabagismo, remoção cirúrgica ovariana (em casos de canceres do sistema reprodutor feminino), tratamento contra o câncer a base de quimioterapia ou radioterapia, defeitos de cromossomos (síndrome de Turner e síndrome do cromossomo X frágil) e pacientes que têm contato recorrente com pesticidas.

O tratamento deve ser individualizado em cada paciente, avaliando sempre os fatores de risco da reposição hormonal. Em caso de aparecimento dos sintomas citados, procure seu ginecologista.

Para as mulheres que pretendem engravidar, se os exames mostrarem que ainda existem óvulos, há a possibilidade de induzir a ovulação com medicamentos. Caso a paciente não pretenda ter um filho naquele momento, uma solução é o congelamento de óvulos.

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Dra Silvana Chedid alerta que Clamídia pode causar infertilidade em homens e mulheres

A prática sexual sem o uso do preservativo pode ser um risco para a fertilidade. A bactéria Clamídia causa uma doença sexualmente transmissível (DST) que na maior parte das vezes age sem provocar sintomas e que pode afetar a fertilidade futura, prejudicando a capacidade reprodutiva de homens e mulheres.

Atualmente, a Clamídia é responsável por, aproximadamente, 15% dos casos de infertilidade feminina e 10% dos casos de infertilidade masculina, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Além de provocar a infertilidade a Clamídia está associada a outros possíveis problemas gestacionais, como aborto, a morte do feto ainda no útero da mãe (natimorto) e infecção intrauterina. O diagnóstico pode ser feito através da consulta de rotina ao ginecologistas, associada à coleta de exame de secreção vaginal para identificação dessa bactéria. O tratamento consiste no uso de antibiótico prescrito pelo médico para a mulher e para seu parceiro.

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Casais Sorodiscordantes

 

Sabemos que o vírus do HIV tem alta prevalência em casais em idade reprodutiva e muitos desses casais são soro discordantes, ou seja, um deles é portador do vírus e ou outro não. Nesses casos, para terem seus filhos livres de contaminação pelo vírus, esses casais precisarão de auxílio e tratamento.

No caso da mulher, o tratamento deverá ser feito associado ao uso de um antirretroviral durante toda a gestação. Já quando o homem é soropositivo, é possível lançar mão de tecnologias de lavagem e preparo do sêmen que separam os espermatozoides do vírus, esclarece a Dra Silvana Chedid, diretora da clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva

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Medicina Reprodutiva evoluiu e amplia possibilidades para pacientes soropositivos, homossexuais e portadores de doenças como o câncer

por Silvana Chedid

 

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os homens e mulheres têm o direito de constituir uma família, sejam eles casados ou solteiros, heterossexuais ou homossexuais. A Constituição brasileira também coloca o planejamento familiar como livre decisão do indivíduo ou casal.

Desde que comecei a trabalhar com reprodução assistida – há mais de 20 anos – tive oportunidade de ajudar algumas mulheres que optaram pela maternidade, mesmo sem ter um companheiro estável para compartilhar as dúvidas e emoções da gestação. Gostaria de ter ajudado mais casais de homossexuais a realizar o mesmo sonho. Nos últimos anos, esse panorama tem mudado e, com os recursos dos quais dispomos hoje, temos várias opções de ajuda. Sem dúvida, a explicação para o número ainda pequeno de homossexuais que procuram tratamento para ter filhos está no preconceito que ainda existe em nosso país contra tudo o que não é convencional.

Outra situação que era rara e hoje tem aparecido com frequência cada vez maior é a questão dos casais sorodiscordantes, ou seja, em que um dos cônjuges é soropositivo (HIV+) e o outro não.

Até o final da década de 80, quem tinha o vírus do HIV não tinha chances de cura e um número enorme de homens e mulheres jovens morreu por consequência da doença. Com o advento das drogas antirretrovirais que, quando combinadas, mostraram-se extremamente eficazes no controle da doença, os pacientes soropositivos tiveram sua expectativa de vida bastante aumentada.

A maior incidência do HIV concentra-se justamente em pessoas em idade reprodutiva que, com a nova expectativa de vida, resolveram ter filhos. Graças aos avanços da Medicina Reprodutiva, hoje é possível ajudar casais homossexuais, mulheres solteiras, pacientes soropositivos e pessoas que sofreram de doenças como câncer, endometriose severa ou doenças autoimunes a realizarem o sonho de terem filhos.

No caso de pacientes soropositivos, é possível utilizarmos técnicas e procedimentos que permitem que o bebênasça sem o vírus. Quando se trata de um homem portador do vírus, o processo de lavagem do sêmen, que diminui a carga viral do esperma, possibilita às mulheres soronegativas de homens soropositivos gerarem, a partir do espermatozoide do marido, filhos sem o vírus. A técnica consiste na eliminação do plasma seminal (líquido que “protege” os espermatozoides e que é eliminado na ejaculação), na seleção dos espermatozoides com maior mobilidade e com formato normal e na injeção do espermatozoide diretamente dentro do óvulo. Essa técnica, conhecida como ICSI (intracitoplasmic sperm injection ou injeção intracitoplasmática de espermatozoide) permite que apenas um espermatozoide entre em contato com o óvulo. Ao contrário da inseminação intra uterina, em que devem ser inseridos no utero ao menos cinco milhões de espermatozoides, com a técnica de ICSI o risco de transmissão do vírus é desprezível. Não há relatos de crianças soropositivas nascidas de mães que se submeteram a esse tipo tratamento.

Quando a mulher é soropositiva pode ser realizada a inseminação intra uterina ou a fertilização in vitro, para se evitar o contato sexual do casal. A decisão por uma ou outra técnica caberá ao medico especialista, dependendo da avaliação do casal. Durante a gestação a mulher deverá continuar com o tratamento para que o bebê não seja contaminado por via placentária.

Vale lembrar que, no caso do HIV, tanto o homem quanto a mulher que desejam se submeter a tratamentos como estes devem estar em dia com a administração dos antirretrovirais, ter os níveis de carga viral indetectável e, ainda, um acompanhamento médico especializado e rigoroso.

 

Dra. Silvana Chedid é diretora da Clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva, Doutora em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP e ginecologista especialista em Reprodução Humana pela Universidade Livre de Bruxelas

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Embrioscopia

A embrioscopia, é um procedimento que possibilita a identificação dos melhores embriões, aqueles com maior probabilidade de implantação.

A técnica consiste no uso de uma incubadora, conhecida como embrioscópio, que foi desenvolvida com base nas incubadoras convencionais já utilizadas nos laboratórios de fertilização in vitro e que integra um sistema de captura de imagens que possibilita o acesso a informações detalhadas e objetivas a respeito de cada embrião. “Esse equipamento nos permite observar o embrião minuto a minuto, desde o momento da fecundação in vitro até a transferência ao útero – o que, antigamente, era impossível de se imaginar”, comenta a Dra. Silvana Chedid.

De acordo com a doutora, esta tecnologia é aplicável a qualquer tipo de paciente submetida a um tratamento de reprodução assistida, mas os resultados dependerão da quantidade de embriões gerados pela paciente. De acordo com a quantidade, a possibilidade de seleção pode ser maior ou menor.

 

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Mãe aos 50 anos

Neste vídeo, eu falo tudo sobre o congelamento de óvulos que fiz para a linda e querida Blogueira Alice Salazar. Aproveitamos para explicar como funciona este método que ajuda as mulheres a prolongar a fertilidade.

Confira a entrevista completa em nosso  Facebook e Youtube 

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FALTA DE RELAÇÃO ESTÁVEL E CARREIRA MOTIVAM MULHERES A PRESERVAR A FERTILIDADE

A partir dos 40 anos as possibilidades de engravidar com óvulos próprios são inferiores a 5%.
Mulheres que ainda não encontraram o parceiro ideal para ter filhos ou estão em um momento difícil para engravidar, cada vez mais têm investido em congelar seus óvulos.
Esta iniciativa, que pode ser considerada uma prevenção para uma possível perda da fertilidade, ajuda também a reduzir a pressão de ter que engravidar o mais rápido possível.
O congelamento de óvulos, também conhecido como vitrificação, utiliza nitrogênio líquido para conservar os óvulos a uma temperatura de -196º depois de tratá-los com uma substância crioprotetora. A técnica era principalmente utilizada por motivos médicos, por exemplo, antes do tratamento contra o câncer, que afeta a fertilidade. Atualmente mulheres que por motivos diversos terão que postergar o plano de gravidez tem procurado a preservação de seus óvulos.  “Hoje em dia os resultados da vitrificação tanto em termos de sobrevivência de óvulos, quanto em chances de gravidez através de tratamento de reprodução humana assistida são equivalentes”, explica Dra. Silvana Chedid, especialista em reprodução humana e diretora da Chedid Grieco Medicina Reprodutiva. “Vários estudos têm comprovado que os óvulos congelados e os óvulos frescos possuem o mesmo potencial de sucesso na Fertilização In Vitro”, conclui a Dra Silvana.

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Dra. Silvana Chedid

Formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1986), fez Residência em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da mesma faculdade (1987-89).
Especializou-se em Reprodução Humana e Endoscopia Ginecológica no Centro de Medicina Reprodutiva da Universidade Livre de Bruxelas na Bélgica (1990-92). Lá, participou do grupo que desenvolveu a técnica de ICSI (Intracytoplasmic Sperm Injection ou Injeção intracitoplasmática de Espermatozóide) que revolucionou os tratamentos de Reprodução Assistida, introduzindo a técnica no Brasil quando de sua volta em 1992.
Defendeu tese de doutorado na Faculdade de Medicina da USP sobre Fertilização “in vitro” (1996). Escreveu vários artigos em revistas científicas nacionais e estrangeiras. Em 1998 publicou o livro “Infertilidade” e em 2015 publicou o livro “A Mágica dos Gêmeos e Trigêmeos”.
Por 15 anos dirigiu o CEPERH (Centro de Endoscopia Pélvica e Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo).
Desde 2002 dirige a Clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva. Em 2012 concretizou parceria com o IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade).
Participa de vários projetos de pesquisa sobre a infertilidade conjugal. Sua principal área de pesquisa atualmente é no Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP onde estuda as influências da poluição sobre a fertilidade feminina.
É membro das Sociedades Americana e Européia de Reprodução Humana. É membro também da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana e da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, sendo palestrante convidada nos principais eventos científicos na área.

chedid@chedidgrieco.com.br

chedidsilvana@gmail.com

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Endocrinologia e Reprodução Humana

Endocrinologia e Reprodução Humana: Parentes Próximas

A Endocrinologia é a área da Medicina que estuda o funcionamento das glândulas, órgãos do nosso corpo que produzem hormônios, substâncias liberadas na corrente sanguínea para agir em outros órgãos regulando o funcionamento deles.

Endocrinologia: Veja algumas alterações no funcionamento de glândulas que podem afetar a fertilidade.

–  Falha na produção do LH e FSH, hormônios da hipófise que estimulam os ovários.
–  Aumento ou diminuição do funcionamento da tireóide ( hiper e hipotireoidismo respectivamente ), glândula localizada no pescoço que regula o metabolismo em geral.

Alterações do peso corporal também interferem na fertilidade: mulheres excessivamente magras (anorexia) não ovulam, pois nesta situação o organismo começa a poupar energia e a ovulação passa a ser considerada como uma função supérflua. A obesidade, por mecanismo não totalmente conhecido, também leva a irregularidade menstrual e anovulação.

Portanto, é fundamental que seja feita uma avaliação endocrinológica em toda mulher que necessita de tratamento para engravidar.