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Medicina Personalizada

Testes farmacogenéticos conseguem precisar se medicamento será eficaz para determinado paciente e apontar dosagem.

Os médicos costumam descobrir se determinado medicamento é realmente eficaz para o paciente apenas depois que o tratamento começa. Os testes farmacogenéticos são uma ferramenta para ajudar o profissional a definir a terapia.

O médico Mário Grieco, ex-presidente da farmacêutica Bristol no Brasil, fundou a Life Diagnósticos e trouxe para o Brasil o teste cardiogenético para analisar a resposta do organismo do paciente ao medicamento Clopidogrel – um medicamento usado para afinar o sangue e impedir a formação de trombos.

Os testes farmacogenéticos analisam a genética do paciente,  a resposta que seu organismo terá diante do contato com uma série de drogas e avaliam variações nas atividades enzimáticas e determinam se aquele medicamento que o médico prescreveu para o paciente vai funcionar corretamente ou não. Isso porque algumas pessoas metabolizam os medicamentos de maneiras diferentes, alguns mais rapidamente, outros mais lentamente – o que pode causar falhas no tratamento, como os indesejáveis efeitos adversos ou até a sua total ineficácia.

Em caso como no tratamento de câncer, por exemplo, o paciente já toma determinada droga e o teste vai avaliar mutações daquele tumor e indicar a probabilidade de ele responder ao tratamento da maneira esperada.

Existem testes para análise da eficácia de diversos medicamentos, passando pelos psiquiátricos, dermatológicos e oncológicos. Nos últimos anos, a cardiologia é que está ganhando espaço tanto para a identificação de possíveis mutações genéticas que possam causar doenças, quanto para a avaliação se determinada droga fará efeito ou não no paciente.

De olho nesse mercado, o médico Mário Grieco, ex-presidente da farmacêutica Bristol no Brasil, fundou a Life Diagnósticos e trouxe para o Brasil o teste cardiogenético para analisar o metabolismo da enzima CYP2C19 e a resposta do organismo do paciente ao medicamento Clopidogrel – uma droga de antiagregação plaquetária, usada para afinar o sangue e impedir a formação de trombos. Esse é um dos remédios mais utilizados em pessoas com doenças coronarianas, que possuem stents (dispositivos para manter os vasos sanguíneos desobstruídos), ou que sofreram um AVC.

Em cerca de dois anos de existência, a Life já realizou cerca de 5 mil exames genéticos para análise da CYP2C19, tudo dentro do Brasil, em laboratório próprio. Cada exame custa R$ 500. “A CPY2C19 é a enzima específica para metabolizar esse remédio. Se a pessoa tiver o metabolismo normal, está tudo bem. O problema ocorre quando a metabolização é lenta demais ou ultrarrápida. Quanto antes você identificar esse problema, melhor será para o paciente”, afirma Grieco, que tem realizado um trabalho de apresentação dos benefícios do teste para os médicos.

“Nos Estados Unidos o teste farmacogenético do Clopidogrel já é realizado de rotina e consta, inclusive, indicação de fazê-lo na bula do medicamento. Por que não deixar isso acessível no Brasil também? É isso que busca a medicina do futuro”, diz Grieco.

Acesse  o site da Life www.lifegrupo.com.br

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Primeiro bebê de proveta

Em 25 de julho de 1978 nasceu na Inglaterra Louise Joy Brown, o primeiro bebê de proveta do mundo. Fruto de dez anos de pesquisa dos doutores Steptoe e Edwards, a fertilização in vitro gerou um bebê proveniente de um embrião fertilizando fora do útero materno. Graças a essa técnica, milhares de bebês sadios nasceram por fertilização in vitro desde então!

bebê de proveta

Louise Brown, o primeiro bebê de proveta da história da humanidade, nasceu em Bristol, na Inglaterra. Era a primeira concepção fora do corpo humano, numa placa de laboratório, idealizada pelos pesquisadores especialistas em reprodução humana, Patrick Steptoe e Robert Edwards. A chegada da inglesinha revolucionou o tratamento da infertilidade, tornando mais acessível, para inúmeras mães, realizar o sonho de ter filhos. A fertilização in vitro foi um grande passo dado pela Medicina, porque tornou possível que os médicos contornassem problemas até então insuperáveis, como obstrução das tubas uterinas (nas mulheres) e baixa quantidade de espermatozoides nos homens.

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Barulho e Infertilidade

A exposição por um período prolongado à um ambiente barulhento, particularmente à noite, está associada com a infertilidade em homens, de acordo com um estudo da Environmental Pollution.

Os pesquisadores mostraram que a exposição acima do nível para noite preconizada pela Organização Mundial da Saúde (equivalente ao barulho de uma rua suburbana) está associado com um aumento significativo da infertilidade.

O barulho pode ser perturbador – ele quebra a concentração e atrapalha o sono. Mas, ele também pode estar associado com problemas de saúde, como doença cardíaca e problemas mentais e, tem mostrado mudar o comportamento social e interferir com a performance de tarefas complexas.

Pesquisas prévias que focaram na fertilidade feminina mostraram uma relação entre a exposição ao barulho e problemas relacionados ao nascimento, como parto prematuro, aborto espontâneo e mal formações congênitas.

Referência:
https://www.sciencedaily.com/releas…/2017/…/170628095837.htm

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Cafeina e Infertilidade

Os diversos efeitos provocados pela Cafeina

Aproximadamente 20% da população geral em idade reprodutiva têm problemas de fertilidade e fatores masculinos contribuem com 50% deles. A qualidade do sêmen vem caindo mundialmente. Entres outros fatores de estilo de vida como tabagismo, consumo de álcool, peso corporal, atividade física e dieta, o consumo de cafeína pode influenciar os parâmetros de sêmen e integridade do DNA do esperma. Esse consumo tem sido associado com altos níveis de testosterona e do hormônio SHBG. Acredita-se que a cafeína possa alterar as células de Sertoli do testículo e o perfil oxidativo, interferindo no potencial reprodutivo masculino.

A cafeína tem vários efeitos biológicos, incluindo estímulo do sistema nervoso central, aumento na secreção de catecolamina, relaxamento dos músculos e estímulo da freqüência cardíaca. Enquanto um consumo moderado pode conferir um modesto efeito protetor contra algumas doenças cardiovasculares e no metabolismo de carboidratos e gorduras, quantidades excessivas podem causar prejuízos para a saúde.

No entanto, o mecanismo por trás desse possível efeito prejudicial da cafeína ainda ano foi esclarecido. Estudos melhores planejados com critérios pré-definidos para análise do sêmen, seleção dos sujeitos e, definição dos hábitos de estilo de vida são essenciais para atingir uma evidência consistente do efeito da cafeína nos parâmetros de sêmen e fertilidade masculina.

Referência
RICCI, E. et al. Coffee and caffeine intake and male infertility: a systematic review, Nutrition Journal, v.16, n.37, 2017.

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Dra Silvana no Jornal da Band

O risco menor do Zika vírus e os primeiros sinais de melhora na economia fizeram com que muitas mulheres com problemas para engravidar procurassem novamente as clinicas de fertilização. É a retomada do sonho da maternidade.

https://www.facebook.com/chedidgrieco1/?pnref=lhc

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Proteína vegetal evita menopausa precoce

Uma pesquisa da Universidade de Massachusetts e da Faculdade de Saúde Pública Harvard com dados de 85,6 mil mulheres, mostra que a ingestão diária de três a quatro porções de proteínas vegetais como feijão e pão preto reduz em 16% o risco de menopausa precoce, ou seja, antes dos 45 anos.

Embora menos prejudicial do que a menopausa que ocorre antes dos 30 anos, a que surge entre os 40 e 45 anos tem consequências como aumento do risco cardiovascular e de osteoporose, entre outros. Sem contar, claro, com a infertilidade

Última etapa do ciclo reprodutivo, a menopausa é esperada por volta dos 52 anos, embora possa acontecer, naturalmente, um pouco antes. Contudo, quando o fim do período fértil anuncia-se entre 40 e 45 anos, considera-se que a mulher entrou precocemente nessa fase. As causas são desconhecidas, mas se sugere que fatores ambientais, de estilo de vida e genéticos estejam por trás de um problema que afeta de 5% a 10% do mundo ocidental.
As mais de 85 mil mulheres foram acompanhadas ao longo de 11 anos, com questionários frequentes nos quais deviam informar hábitos alimentares e se já haviam entrado na menopausa. Depois de ajustar os fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo e índice de massa corporal, as cientistas descobriram que as que consumiam 6,5% das calorias diárias de proteína vegetal tinham 16% menos risco de entrar precocemente na menopausa do que aquelas cuja ingestão desse nutriente chegava ao máximo a 3,9% das calorias.

Os autores explicam que a literatura científica evidencia que um consumo elevado de proteína vegetal, em animais, está relacionado ao retardo da menopausa. Em uma dessas pesquisas, 61 fêmeas de macacos receberam uma dieta rica em proteína animal (caseína e albumina) ou vegetal (soja com isoflavonas). Depois de 32 meses de tratamento, os ovários daquelas que consumiram a soja tinham significativamente mais folículos que os das demais.

Investigações prévias com humanos também sugerem essa associação. Um estudo conduzido com 1.130 japonesas de 35 a 54 anos indicou que a ingestão de vegetais estava inversamente associada à incidência da menopausa ao longo de seis anos de acompanhamento. Essa foi a mesma constatação de uma pesquisa alemã realizada com 5,5 mil mulheres. Um outro estudo sobre composição dietética e infertilidade realizado nos Estados Unidos com mais de 1 mil participantes mostrou que aquelas com consumo excessivo de proteína animal tinham mais risco de se tornarem inférteis antes do tempo, enquanto que a substituição de 5% desse nutriente pelo de origem vegetal reduzia a chance em 50%.

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Pais mais velhos tendem a ter filhos ‘mais nerds’

Homens que se tornam pais mais tarde têm chance maior de ter um filho com traços típicos –e positivos– de “nerds” e “geeks”, diz um estudo recém-publicado no Reino Unido.

Esses meninos se tornam mais espertos, focados e menos preocupados em se enturmar, de acordo com artigo publicado por pesquisadores da Universidade King’s College de Londres no periódico “Translational Psychiatry”.

Curiosamente, a idade da mãe não teve impacto nos resultados, os quais parecem ser relevantes apenas para filhos do sexo masculino.

As descobertas estão entre as raras notícias positivas relacionadas a gestações tardias, comumente associadas à maior incidência de problemas genéticos, autismo e esquizofrenia.

nerds

Os pesquisadores analisaram resultados de testes feitos com 12 mil gêmeos britânicos de um amplo estudo que acompanha seu desenvolvimento –infância e adolescência– desde 1994, para entender quais fatores contribuem para a construção de sua individualidade.

“Nossa hipótese é de que QI alto, foco no assunto de interesse e algum grau de introspecção social provavelmente são benéficos em uma economia movida pelo conhecimento”, diz o artigo científico. Os que tiveram altas pontuações no ranking “geek” acabaram se saindo melhor na escola, sobretudo em temas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

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Grávida com mais de 45 anos? É possível, mesmo na menopausa

Só de ver essa ampulheta você sente angústia porque tem certeza de que é impossível engravidar com mais de 45 anos? Pois pode ir se acalmando. Eu mesma já tive pesadelos ao imaginar que nunca poderia engravidar se entrasse em menopausa precoce, como já contei aqui. Mas, acredite se puder, NEM A MENOPAUSA te impede de engravidar.

Para entender o assunto, eu fui pesquisar na internet um caso que me chamou muito a atenção alguns anos atrás: a gravidez da atriz Solange Couto, aos 54 (sim, cinquenta e quatro!) anos. E acabei me deparando com uma entrevista da doutora Silvana Chedid, ginecologista especialista em reprodução humana e diretora da Clínica Chedid Grieco de Medicina Reprodutiva.

Claro, quis descobrir a real com ela. Confira aqui alguns trechos de nossa entrevista exclusiva:

 

Cadê Meu Neném?: Os óvulos realmente estão acabando quando batemos na porta dos 40, 45 anos?

Silvana Chedid: A idade não é o único fator para se avaliar a reserva ovariana. Mulheres jovens, mas fumantes ou obesas, por exemplo, podem ter reserva pior que uma mulher de 40 anos. Existem vários fatores a analisar.

 

CMN: Quem tem poucos óvulos tem, necessariamente, óvulos ruins?

Silvana: Não. A quantidade e a qualidade são duas coisas diferentes. A reserva ovariana fala da quantidade de óvulos: a mulher vai ovular até esse estoque esgotar e depois entra na menopausa. Mas é verdade que a qualidade também tem uma queda exponencial com o passar do tempo.

 

CMN: Com quantos anos, mais especificamente?

Silvana: A qualidade começa a piorar a partir dos 28, 30 anos, mas isso se acentua a partir dos 35. Depois dos 40 anos, as chances de engravidar são mais baixas – tanto naturalmente quanto após um tratamento –, mas não são nulas.

 

CMN: Se a mulher engravida naturalmente após os 40 anos, precisa se preocupar com uma gestação de risco?

Silvana: Não necessariamente. Existe uma janela, entre 40 e 44 anos, de gestações de sucesso. Se a mulher tem um peso normal, não é hipertensa nem diabética e pratica atividades físicas, o fato de ter mais de 40 não significa que vai ser uma gravidez de risco. É mais uma questão de estilo de vida que de idade.

 

CMN: Como foi o caso da Solange Couto, grávida aos 54 anos?

Silvana: O caso dela foi fertilização in vitro com ovodoação, ou seja, doação de óvulos. Seria mesmo o único caminho possível. A menos que ela tivesse congelado seus óvulos quando fosse mais jovem, por volta dos 30 anos.

 

CMN: Nesse caso, mesmo que a mulher esteja na menopausa ou tenha mais de 45 anos ela pode engravidar, então?

Silvana: Exatamente. Já recomendamos o uso de óvulos doados a partir dos 43 anos. Aí, depois que o embrião tenha sido implantado com sucesso e se desenvolvido, a gestação costuma ser normal – a menopausa não faz nenhuma diferença nesse caso.

***Ficou curiosa para saber sobre congelamento e doação de óvulos? Na semana que vem vamos publicar a segunda parte da entrevista com a doutora Silvana e explicar direitinho o passo a passo para você seguir por estes caminhos e, sim, ficar grávida! Está imperdível.

 

 

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Estresse e Infertilidade

A inter-relação entre estresse e fertilidade vem sendo sugerida por dados da literatura científica há algum tempo. Esta semana foi publicada uma pesquisa na revista médica Human Reproduction que encaminha uma resposta para esta questão. O objetivo do estudo foi avaliar esta possível associação utilizando um marcador de estresse em mulheres: a enzima alfa-amilase, coletada da saliva de mulheres que estavam tentando engravidar. O fato desta enzima aumentar nas situações de estresse, e poder ser detectada na saliva, torna-a ideal para uso em estudos. Além disso, trabalhos recentes sugerem que os estresses psicológicos produzem um aumento mais pronunciado na alfa-amilase salivar, quando comparado com os estresses físicos.

As mulheres coletaram saliva para a dosagem do biomarcador por duas vezes. A primeira, quando o estudo iniciou e a segunda, no primeiro ciclo menstrual do período do estudo. Os casais foram acompanhados por 12 meses para observar se houve concepção. Os pesquisadores encontraram que as mulheres com a maior concentração da alfa-amilase na saliva tiveram uma probabilidade 29% menor de engravidar, quando comparadas com as mulheres com a menor concentração da enzima. Esta redução de fecundidade, representa um risco 2 vezes maior de infertilidade entre essas mulheres.

O mecanismo exato pelo qual o estresse afetaria a fecundidade não ficou esclarecido pelo trabalho.

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Dormir mal afeta a fertilidade masculina

De acordo com um novo estudo publicado na revista científica Medical Science Monitor, a forma como você dorme e a duração do sono, não apenas afetam o seu relacionamento, mas também têm uma influência sobre a sua fertilidade.

Os homens que dormem menos de seis horas por noite, que vão dormir após a meia-noite, ou que dormem mais de nove horas todos os dias, têm uma probabilidade maior de apresentar um esperma de baixa qualidade.

Esse estudo mostrou que esses homens apresentaram reduções significativas na contagem e mobilidade dos espermatozoides e taxas de sobrevivência mais baixas. Os pesquisadores analisaram também a produção de anticorpos anti espermatozóides no sêmen e encontraram uma presença muito maior desses anticorpos nos homens que não dormiram o suficiente. Estes anticorpos surgem naturalmente e podem causar problemas de fertilidade.

Não pense que você pode “colocar as coisas no lugar” dormindo durante o final de semana inteiro, pois os homens que dormiram mais de nove horas de sono também apresentaram uma redução na saúde geral de seus espermatozoides.

Novos estudos são necessários para entender as possíveis explicações e avaliar se a qualidade do esperma melhora, após intervenções para restaurar os padrões de sono. Nos casos em que for necessário, precisamos alertar os homens para que melhorem seu estilo de vida e possam proteger a sua fertilidade.